A sexta-feira (21/11) marca dois meses da morte de JP Mantovani, e a data parece ficar ainda mais pesada para quem acompanhou a história do casal. A viúva do modelo, Lí Marttins, decidiu revisitar a casa que os dois tinham comprado juntos — um sonho que ainda estava no papel, cheio de rabiscos de reforma e planos pendurados na cabeça de ambos. Pelos stories do Instagram, nesta quarta (19/11), ela mostrou um pouco do imóvel em obras, mas sem dizer uma única palavra. E, sinceramente, não precisava.
Com o rosto abatido, daqueles que já choraram mais do que o corpo aguenta, ela escolheu como trilha sonora a música Missing You, da japonesa Matsuda Seiko, que voltou a viralizar recentemente em vídeos de despedida no TikTok. A letra, que fala de saudade, futuro interrompido e aquela sensação de vazio no peito, acabou dizendo tudo por ela.
“Fechando a porta do nosso quarto, disse adeus às nossas lembranças…”, começa a canção. Em tradução livre, fala sobre sorrir de novo depois de um tempo de escuridão, sobre noites sem dormir tentando lembrar o calor de quem se foi. Uma dor muito parecida com a que Lí vem mostrando desde o acidente que tirou a vida de JP, em setembro.
A obra não para
A casa, localizada na região da Lapa, zona oeste de São Paulo, era um projeto dos dois, algo para ser construído com calma, tijolo por tijolo, enquanto a vida ia seguindo seu curso. “Ela e o Jota compraram juntos… estavam reformando e, após a morte dele, ela decidiu seguir com o sonho dos dois”, disse a assessoria da cantora em nota enviada à Quem. É aquele tipo de frase que parece simples, mas que carrega uma força absurda: continuar algo que foi pensado a dois, agora tendo que caminhar sozinha.
E continuar, às vezes, é a única forma de não desmoronar. Então a obra segue — mesmo que o peito dela ainda esteja em ruínas.


O momento da notícia
Durante uma participação no PodDelas, no fim de outubro, Lí Marttins contou como descobriu a tragédia. E, só de ouvir, já dá um aperto no estômago. Ela explicou que estava em casa, descansando um pouco antes de encontrar o marido. Eles tinham combinado de passar um tempo juntos — coisa simples, rotina mesmo — mas ela acabou pegando no sono. Acordou com batidas fortes na porta: policiais.
“Parece que a gente já sabe, mas não quer acreditar”, disse ela, emocionada. O policial pediu documentos da moto e do JP. Naquele instante, segundo Lí, algo dentro dela já entendeu tudo, mas o coração se recusou a aceitar.
O modelo morreu em um acidente de trânsito em São Paulo, deixando não só a esposa, mas uma família inteira em choque, além dos fãs que acompanhavam a carreira dele.
Como amparar a filha
O luto é um labirinto, e ninguém recebe um mapa. Lí contou que buscou ajuda psicológica para conseguir lidar com a perda — especialmente por causa da filha do casal, Antonella, de 8 anos. A menina sente falta do pai, claro, mas tenta guardar as lembranças de forma leve, como quem carrega uma caixa de memórias bonitas.
“Ela tem saudade, mas não no lugar da dor”, contou a cantora. “É ela quem me dá força e coragem.” E dá pra acreditar: às vezes, uma criança entende a vida de um jeito que os adultos desaprenderam com o tempo.
Lí ainda reconhece que o processo está longe de ser simples. Mas, mesmo com tropeços, crises e dias nublados, ela sabe que precisa continuar — pela filha, por ela mesma e, talvez, pela história que construiu com JP. E revisitar a casa em reforma pode ter sido mais um passo, pequeno ou grande, rumo a esse novo destino que ela vem tentando aprender a viver.