Lembra dele? Ator mirim de “O Cravo e a Rosa” reaparece irreconhecível e choca fãs

Quem assistiu a novela O Cravo e a Rosa provavelmente guarda na memória aquele jeitinho espevitado do Buscapé. A trama, exibida no início dos anos 2000, virou praticamente figurinha repetida nas tardes da TV brasileira, principalmente depois das reprises na TV Globo. E entre tantos personagens marcantes, um deles chamava atenção pela doçura e carisma: o menino interpretado por Luiz Antônio do Nascimento.

Na época, Luiz ainda era só uma criança. Tinha aquele olhar curioso, meio travesso, que conquistou o público logo de cara. O tempo passou — e passou rápido, diga-se de passagem. Hoje, aos 39 anos, ele reapareceu bem diferente fisicamente. Normal, né? A vida segue, as pessoas mudam, amadurecem. Mas quem acompanhou a novela sente aquele susto básico ao ver o “antes e depois”.

Muita gente imagina que atores mirins simplesmente somem. Não foi bem assim com Luiz. Em entrevista para a jornalista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, ele contou que nunca abandonou totalmente a carreira artística. Pelo contrário. Continua na área, firme e forte, só que agora em um ritmo diferente, talvez mais pé no chão.

Enquanto novas oportunidades na televisão não surgem, ele tem se dedicado a outros projetos. Ao lado da esposa, Lívia Thaynara, comanda a escola de teatro “L2 In Cena”. É aquele tipo de trabalho que muita gente não vê na mídia, mas que tem um valor enorme. Formar novos talentos, ensinar o bê-á-bá da interpretação, orientar jovens que sonham em estar na telinha… não é pouca coisa.

Depois do sucesso estrondoso em “O Cravo e a Rosa”, Luiz ainda participou de outras produções conhecidas do público, como Paraíso e Lado a Lado. Não foram papéis tão comentados quanto o de Buscapé, mas mostraram que ele não ficou parado no tempo. Ele foi construindo a trajetória dele, passo a passo, sem muito alarde.

Seu último trabalho na televisão e no cinema foi no filme Fala Sério, Mãe!, lançado em 2017. De lá pra cá, a prioridade parece ter sido mesmo o trabalho como pedagogo e diretor teatral. Uma escolha que, segundo ele já deu a entender em entrevistas, tem muito a ver com propósito. Nem todo mundo quer viver apenas de holofote.

Nas redes sociais, Luiz soma pouco mais de 15 mil seguidores. Não é aquele número astronômico que a gente vê em ex-BBB ou influencers da moda, mas é um público fiel. No Instagram, ele compartilha registros das aulas, bastidores de apresentações e, claro, algumas lembranças da época de novela. De vez em quando pinta uma foto antiga, um TBT estratégico, e os comentários enchem de mensagens saudosas.

É curioso perceber como “O Cravo e a Rosa” continua rendendo assunto, mesmo tantos anos depois. Em tempos de streaming, inteligência artificial e vídeos curtos dominando tudo, uma novela de mais de duas décadas ainda mexe com a memória afetiva do público. Talvez seja isso que explique o carinho que ainda existe por personagens como Buscapé.

Luiz Antônio pode até não estar diariamente na televisão, mas também não virou apenas uma lembrança distante. Ele segue trabalhando, ensinando, criando. E, como ele mesmo disse na entrevista, não descarta voltar às novelas se surgir uma boa oportunidade. Ou seja, a história dele com a dramaturgia ainda não acabou. Só está em outro capítulo — menos barulhento, porém igualmente significativo.



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