Leilane Neubarth emociona ao revelar detalhes da última conversa com Renato Machado

A jornalista Leilane Neubarth falou com muita emoção sobre a morte de Renato Machado, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo brasileiro. O apresentador morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, no Rio de Janeiro, e a notícia pegou muitos colegas de surpresa. Durante participação no programa Conexão GloboNews, Leilane contou como foi a última conversa que teve com ele e relembrou momentos marcantes da amizade que construíram ao longo de décadas.

Segundo ela, o último contato aconteceu há poucos dias, logo depois que anunciou sua despedida do jornalismo diário e das apresentações ao vivo. Renato fez questão de mandar uma mensagem carinhosa, como sempre costumava fazer. Ela contou que ele a chamava de “parceira” e demonstrou muito carinho ao comentar a decisão dela de deixar a rotina intensa da televisão.

Leilane revelou que ficou bastante emocionada com as palavras recebidas. Na mensagem, Renato escreveu que entendia a decisão dela e disse que estava muito tocado com aquele momento. Além disso, sugeriu que os dois se encontrassem em breve. Como ele havia passado um período internado, decidiram esperar sua recuperação para marcar esse reencontro. Infelizmente, esse encontro nunca aconteceu.

Durante o depoimento, a apresentadora não conseguiu esconder a tristeza. Ela disse que jamais imaginava estar diante das câmeras falando sobre Renato daquela forma. Segundo Leilane, preferia lembrar do amigo em outras situações, celebrando sua carreira e sua alegria, e não prestando uma homenagem de despedida.

A relação entre os dois começou muito antes da parceria na televisão. Eles já eram amigos quando passaram a dividir a bancada do Bom Dia Brasil. Na época, o telejornal era considerado inovador e trouxe uma proposta diferente para o jornalismo da manhã. Os dois trabalharam lado a lado durante cerca de sete anos e criaram uma amizade que ultrapassou os estúdios.

Leilane lembrou alguns momentos descontraídos daquela fase. Ela brincava dizendo que Renato era o “sangue azul” da dupla, enquanto ela se definia como o “polvo”, justamente por ser mais agitada e espontânea. Segundo ela, Renato tinha um jeito elegante, educado e muito refinado de lidar com as pessoas. Era alguém que transmitia tranquilidade até nos momentos mais tensos das transmissões ao vivo.

Ela também fez questão de destacar tudo o que aprendeu com o colega. Disse que os ensinamentos não ficaram restritos ao jornalismo. Renato compartilhava conhecimentos sobre vinhos, música clássica, cultura e até sobre a maneira de enfrentar a vida. Para Leilane, ele era daqueles profissionais que ensinavam sem precisar levantar a voz, apenas pelo exemplo.

Outro detalhe que chamou atenção no relato foi o cuidado que Renato Machado tinha com a própria aparência. A jornalista afirmou que nunca o viu desarrumado. Mesmo quando estava vestido de maneira mais simples, usava roupas bem escolhidas, sempre elegantes e discretas. Ela comentou que isso fazia parte da personalidade dele, alguém que gostava de estar bem apresentado em qualquer ocasião.

A morte de Renato causou grande repercussão entre jornalistas, artistas e telespectadores que acompanharam sua trajetória por muitos anos. Nas redes sociais, várias homenagens começaram a surgir ainda nas primeiras horas após a confirmação da notícia. Muitos lembraram da voz marcante, da credibilidade e da forma serena com que conduzia os telejornais.

Renato Machado estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada pela família. Ele deixa a esposa, Mônica Morel, a filha, a atriz Maria Eduarda Machado, além de uma neta. Sua partida encerra uma carreira de décadas dedicada ao jornalismo brasileiro, mas deixa também um legado que dificilmente será esquecido. Colegas de profissão afirmam que seu profissionalismo, educação e respeito pelas pessoas continuarão sendo lembrados por muito tempo, tanto dentro das redações quanto pelo público que acompanhou seu trabalho durante tantos anos.



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