A influenciadora Jordana Menezes, mais conhecida pelo nome artístico Jojo Todynho, voltou a movimentar os bastidores da política fluminense — mesmo dizendo que não quer saber de eleição por agora. Nos últimos dias, a artista recebeu um convite formal do PL, partido comandado nacionalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para se filiar à legenda e disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2026. O assunto caiu como uma bomba nas redes, rendendo debate, memes e até palpites de gente grande do partido.
O presidente estadual do PL, o deputado Altineu Côrtes (RJ), contou que a iniciativa partiu do dirigente do partido na capital, Bruno Bonetti, que enxergou em Jojo um nome “forte, popular e com alcance absurdo”. Segundo Altineu, o convite não só foi feito como também já teve resposta — e não foi exatamente a que o partido queria ouvir. “Ela agradeceu, mas disse que não pensa em entrar na política agora”, revelou o deputado, em conversa com a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Mesmo assim, ninguém no PL parece disposto a desistir fácil. Pelo contrário. Altineu afirmou que ainda vê possibilidade de mudança no cenário, caso Jojo repense a situação. “A gente quer muito que ela aceite. Ela representa o povo, vem da realidade da maioria, tem voz… seria uma grande representatividade, sem dúvidas”, disse, numa mistura de expectativa e otimismo.
Outro que entrou na conversa foi o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados. Ele foi bem mais direto e confiante: “Ela é candidata na nossa chapa”. A fala gerou aquele burburinho típico de Brasília — uns acharam que é pressão, outros viram entusiasmo de liderança. Mas fato é que o nome de Jojo está sendo tratado como aposta estratégica.
Do lado dela, a influenciadora confirmou tudo: sim, recebeu o convite. Sim, agradeceu. E sim, por enquanto não quer embarcar nessa onda. Em resposta à coluna, Jojo afirmou que está focada em outros caminhos e que política, neste momento, não faz parte dos planos. “Recebi o convite, contudo, neste momento, estou seguindo outro viés. Não possuo interesse político no momento, mas o futuro a Deus pertence”, declarou.
A resposta, embora educada, não eliminou a especulação. É que, nos últimos anos, Jojo mostrou uma presença pública intensa: fez reality, trilhou carreira musical, virou comentarista informal nas redes e se envolveu em debates sociais — o que, para muitos partidos, já é meio caminho andado para entrar no jogo eleitoral.
Mas não dá pra falar de Jojo e política sem mencionar a disputa judicial envolvendo a influenciadora e o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2022, durante o período eleitoral, ela afirmou publicamente que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. O PT negou a acusação e decidiu acionar Jojo na Justiça. O processo ainda causa ruído e é lembrado cada vez que o nome dela volta a circular no noticiário político.
Essa polêmica, inclusive, é um dos fatores que alguns analistas apontam como impeditivo para sua entrada imediata no PL — já que uma eventual candidatura inevitavelmente reacenderia o embate com o partido de Lula. Apesar disso, a legenda bolsonarista parece disposta a bancar a aposta, confiando no alcance e na popularidade da artista.
Por enquanto, Jojo segue em sua rotina normal: gravações, compromissos comerciais, posts bem-humorados e algumas cutucadas sociais aqui e ali. Mas, no ritmo acelerado do cenário político brasileiro — onde 24 horas já viram uma eternidade — ninguém arrisca dizer que o “não” dela é definitivo. Se tem algo que a história recente mostrou é que, no Brasil, as eleições começam muito antes do que o calendário oficial manda.
E, como a própria influenciadora disse… o futuro a Deus pertence.