João Guilherme cita Bolsonaro ao falar da relação com Leonardo; entenda

O ator João Guilherme resolveu falar de um assunto que, segundo ele mesmo, nunca foi dos mais fáceis: a relação com o pai, o cantor Leonardo. Em um papo sincero, daqueles meio sem roteiro, ele abriu o coração e tentou resumir tudo em uma palavra só. Escolheu “esperança”. Pode até soar simples demais, mas no fundo carrega bastante coisa.

João, que hoje tá com 24 anos, deixou claro que ainda enxerga esse vínculo como algo em construção. Nada fechado, nada resolvido completamente. É tipo uma obra que ainda tá andando, sabe? Em entrevista ao videocast “Alt Tabet”, do UOL, ele comentou que acredita sim numa aproximação maior com o pai no futuro, mesmo que isso ainda não tenha acontecido da forma que ele gostaria.

Ele até tentou explicar melhor essa escolha da palavra. Disse que talvez “esperança” nem seja exatamente um adjetivo pra definir uma relação, mas que representa bem o que ele sente. Uma expectativa, um desejo de que as coisas melhorem, evoluam. Algo como querer viver mais momentos de pai e filho, daqueles mais frequentes, e não só encontros esporádicos aqui e ali.

E quando ele fala disso, dá pra perceber que não é só drama ou exagero. Tem contexto. Criado em São Paulo, enquanto o pai sempre viveu em Goiânia, João contou que essa distância física pesou bastante ao longo dos anos. Não é só pegar um carro e ir ali visitar, né? Tem agenda, tem trabalho, tem vida acontecendo em lugares diferentes. E isso, querendo ou não, acaba criando um certo afastamento.

Ele mesmo admite: nunca foi simples. Aliás, ele usa até a palavra “complicado” pra resumir bem essa dinâmica familiar. Mas ao mesmo tempo, não fala com rancor. Pelo contrário. O tom é mais de quem tá refletindo, entendendo melhor as coisas com o tempo.

Inclusive, João acredita que a família como um todo tá passando por um momento diferente agora. Segundo ele, existe um movimento de reaproximação acontecendo. E não, não é coisa da cabeça dele, como ele mesmo fez questão de dizer. É algo que ele sente, percebe nos pequenos gestos, nas conversas, nas tentativas de estarem mais juntos.

Ele até comentou sobre essa maturidade que vem chegando, meio que naturalmente. Aquela fase em que todo mundo começa a se perguntar: “pô, por que a gente não tá mais próximo?” E aí, aos poucos, vão tentando ajustar isso.

Mas nem tudo são flores. Outro ponto que João trouxe, sem fugir do assunto, foram as diferenças de pensamento entre ele e o pai, principalmente quando o tema é política. E isso ficou ainda mais evidente nos últimos anos, com o Brasil tão dividido nesse sentido.

Mesmo assim, ele garantiu que essas divergências não impedem a convivência. E aqui ele foi bem direto, até com um certo humor. Disse que não existe esse cenário de chegar na fazenda do pai e entrar num clima estereotipado, cheio de piadas machistas ou discursos políticos prontos. Segundo ele, isso simplesmente não rola.

João deixou claro que continua sendo ele mesmo em qualquer ambiente. Não muda o jeito, não finge concordar só pra evitar conflito. Quando precisa se posicionar, ele se posiciona. E se surgir um assunto mais delicado, ele encara a conversa. Mas sempre com respeito.

Aliás, ele destacou bastante isso: o diálogo acontece, mas dentro de um limite saudável. Nada de briga sem sentido ou discussão agressiva. Ele até brincou que, se puxarem certos temas, ele vai ter argumentos, sim. Mas a ideia não é criar guerra dentro da família.

E talvez o ponto mais interessante de tudo isso seja justamente esse equilíbrio. João mostra que, apesar das diferenças, existe carinho, existe vontade de fazer dar certo. Ele mesmo atribui muito disso à criação que teve com a mãe, baseada no respeito e no amor.

No fim das contas, o que fica é a imagem de uma relação real. Sem perfeição, sem roteiro de comercial de margarina. Mas com tentativa, com falhas, com aprendizado. E principalmente, com essa tal esperança que ele citou lá no começo. Que, pensando bem, faz até bastante sentido.



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