Na tarde de terça-feira, dia 4 de março, o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, de Americana, cidade no interior de São Paulo, começou a seguir o protocolo para tentar confirmar a morte cerebral de Pedro Severino. O jogador do Bragantino, de apenas 19 anos, tinha acabado de sofrer um acidente de carro muito grave. Esse protocolo é um procedimento bem rigoroso, que inclui uma série de exames e testes para ver se há realmente falecimento cerebral. O hospital explicou tudo direitinho, e o processo pode demorar até 24 horas para ser concluído, dependendo do caso.
Agora, o que deixou todo mundo impressionado foi o que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 5 de março. Depois de uma redução na sedação do atleta, Pedro passou a respirar sozinho, mas com a ajuda dos aparelhos, claro. E isso foi algo bem raro, porque o protocolo normalmente leva o paciente a evoluir para a morte, quando a sedação é retirada. A situação de Pedro, até o momento, continua sendo gravíssima, mas o fato de ele estar respirando, mesmo com aparelhos, deixou até os médicos surpresos. O diretor técnico do hospital, que tem mais de 40 anos de experiência, falou em uma entrevista à EPTV (afiliada da Globo) que nunca tinha visto nada igual. Para ele, essa evolução, mesmo em um quadro tão crítico, é algo que foge do que ele esperava.
Esse protocolo que eles seguiram não é algo simples, não. Ele envolve uma série de testes bem específicos para confirmar a morte cerebral, o que inclui um exame clínico, feito por dois médicos diferentes, e que deve ter um intervalo de pelo menos uma hora entre um e outro. Depois disso, o paciente precisa passar por um teste de apneia e alguns exames complementares. E, com tudo isso, o hospital vai acompanhando o caso de perto. No caso do Pedro, o protocolo foi aberto às 16h30 de terça-feira (4), e eles ainda estavam avaliando a situação quando ele, surpreendentemente, começou a respirar sem tanta ajuda da sedação.
Por mais que a situação de Pedro tenha trazido uma certa esperança, ela continua sendo bem preocupante. O hospital deixa claro que ele ainda está em estado crítico, e que o quadro é muito grave. E a cada dia que passa, a expectativa de todos vai crescendo, misturada com aquele sentimento de ansiedade e também de tristeza. As pessoas ao redor, amigos e familiares, devem estar passando por uma pressão enorme, aguardando qualquer sinal de melhora. A medicina avança cada vez mais, mas em casos assim, a gente percebe como a vida ainda tem seus mistérios.
É muito difícil a gente não pensar na vida de um atleta, tão jovem, que poderia estar seguindo uma carreira promissora e agora está em uma luta pela sobrevivência. E a gente também não pode deixar de pensar em como esse tipo de situação mexe com as famílias. É uma montanha-russa de sentimentos, de esperança misturada com medo, de ver um ente querido em um momento tão delicado.
A história de Pedro Severino ainda está em construção, mas ela nos lembra de como a vida é frágil e imprevisível. Fica o aprendizado de que devemos valorizar cada momento, porque o que parecia ser um dia comum pode mudar de uma hora para outra. Vamos esperar que a medicina faça seu trabalho e que, quem sabe, esse jovem atleta consiga superar esse momento tão difícil.