Uma mulher identificada como Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, de 52 anos, que estava desaparecida desde o último sábado (20/6), foi encontrada morta dentro da própria casa na cidade de Itumbiara, em Goiás. O caso chocou moradores da região e está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Carlos Humberto Silva Cardoso, de 54 anos, que chegou a confessar o crime por meio de mensagens enviadas a familiares.
Segundo informações levantadas pelos investigadores, Tânia manteve o último contato com parentes logo depois de sair do trabalho, ainda no sábado. Depois disso, ela não foi mais vista e passou a ser considerada desaparecida. A preocupação da família aumentou nos dias seguintes, até que a situação tomou um rumo trágico com a confirmação da morte.
O corpo da mulher foi localizado na quarta-feira (24/6), após uma ação do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Itumbiara. Os policiais entraram na residência com autorização da família, já diante das suspeitas e do desaparecimento prolongado. No interior do imóvel, os agentes encontraram o corpo de Tânia em um dos quartos.
De acordo com o delegado Felipe Sala, responsável pelo caso no GIH de Itumbiara, a vítima estava deitada sobre a cama, coberta por um edredom, já em avançado estado de decomposição. A cena reforçou ainda mais a gravidade do crime e acelerou as investigações em torno do ex-companheiro.
O que mais chamou atenção dos investigadores foi o fato de Carlos Humberto ter enviado mensagens aos familiares da vítima confessando o feminicídio. Nas mensagens, segundo apuração, ele afirmou que havia cometido o crime e chegou a dizer que, caso tivesse outra oportunidade, voltaria a fazer o mesmo. As declarações causaram revolta e desespero entre os parentes.
Além da confissão, o suspeito também teria feito ameaças diretas aos familiares de Tânia. Em alguns dos textos enviados, ele cita inclusive a filha e o genro da vítima, aumentando ainda mais o clima de medo e insegurança entre os envolvidos.
Após a descoberta do corpo e a análise inicial das mensagens, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio e segue em diligências para localizar Carlos Humberto, que está foragido até o momento. As autoridades acreditam que ele tenha deixado a cidade logo após o crime.
A polícia reforça que qualquer informação que possa ajudar a localizar o suspeito pode ser repassada de forma anônima pelo telefone 197. O sigilo é garantido, e as denúncias podem ser fundamentais para o andamento das investigações e para que o caso seja concluído com a prisão do responsável.
O crime gerou forte comoção em Itumbiara e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, especialmente em casos envolvendo relacionamentos anteriores que terminam de forma trágica. As investigações continuam em andamento.