O fim de tarde que deveria ser apenas mais um momento de diversão em família na Represa do Passaúna, em Curitiba, quase terminou em tragédia. Um homem se afogou ao tentar resgatar uma bola que caiu na água enquanto brincava com seu filho. O desespero tomou conta do local, mas, graças a uma impressionante operação de resgate, o final da história foi diferente do que muitos temiam.
O momento do afogamento
Tudo aconteceu na quarta-feira (12), quando a família aproveitava o dia à beira da represa. Em um instante de distração, a bola que o menino usava na brincadeira escapou e foi parar na água. Sem pensar duas vezes, o pai entrou na represa para recuperar o brinquedo. O que ninguém esperava era que ele começasse a se debater e desaparecesse sob a superfície poucos segundos depois.
O desespero foi imediato. Pessoas que estavam próximas tentaram ajudar, e um dos frequentadores do local conseguiu retirar o homem da água antes mesmo da chegada do socorro. Mas a situação era crítica: ele estava inconsciente, sem sinais vitais.
Corrida contra o tempo
Assim que as equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram, iniciaram os procedimentos de reanimação. Segundo o cabo Ferreira, do Siate, a vítima havia ficado submersa por menos de dois minutos, mas já estava em parada cardiorrespiratória quando foi resgatada.
Foi o início de uma batalha contra o tempo. Os socorristas iniciaram a massagem cardíaca imediatamente, enquanto familiares e curiosos acompanhavam tudo com apreensão. O momento mais marcante veio da esposa da vítima, que, de joelhos, rezava incessantemente. Entre lágrimas, ela pedia que o marido “voltasse à vida”, emocionando a todos que presenciavam a cena.
Um milagre após 45 minutos
Os minutos passavam e, apesar dos esforços da equipe médica, o homem não dava sinais de recuperação. Foram 10, 20, 30 minutos de tentativas sem sucesso. Muitos ali já começavam a perder as esperanças, mas os socorristas se recusaram a desistir.
Após impressionantes 45 minutos de reanimação, algo inesperado aconteceu: o coração da vítima voltou a bater. Era o sinal que todos esperavam. O homem foi rapidamente estabilizado e encaminhado ao hospital para avaliação.
A possibilidade de um infarto antes do afogamento não foi descartada, mas o que realmente importava naquele momento era que ele estava vivo.
“Hoje tivemos um final feliz”
A cena do resgate ficou marcada na memória de todos os presentes. O alívio e a emoção tomaram conta do local quando os sinais vitais do homem foram restabelecidos. Para o cabo Ferreira, que participou do salvamento, a história teve um desfecho raro e feliz.
“Os familiares ficam muito abalados com uma situação dessas. É triste, porque ninguém espera que algo assim aconteça. Mas que bom que hoje tivemos um final feliz”, declarou o bombeiro.
Agora, a vítima segue em recuperação e sob observação médica. Se tudo correr bem, logo poderá voltar para casa e abraçar a família novamente. E essa história, que por pouco não terminou em tragédia, será lembrada como um exemplo da importância do rápido atendimento e, talvez, da força de uma fé inabalável.