Haddad fala o que pensa sobre investigação sobre Lulinha: ” vai ter”

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou nesta segunda-feira (10) sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma entrevista à CNN Brasil, Haddad defendeu que as autoridades avancem nas apurações e esclareçam todos os pontos que ainda estão sem resposta.

Ao falar sobre o assunto, o petista aproveitou para fazer uma comparação entre a postura de Lula diante de investigações envolvendo familiares e a conduta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em situações semelhantes. Para Haddad, os dois casos possuem diferenças importantes, principalmente quando se trata da relação do governo com os órgãos responsáveis pelas investigações.

Segundo o ex-ministro da Fazenda, Bolsonaro teria feito mudanças em cargos importantes da área de segurança durante seu governo com o objetivo de proteger o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Haddad afirmou que isso não teria acontecido na gestão atual de Lula.

“Bolsonaro mudou ministro da Justiça, diretor-geral da Polícia Federal, superintendente da PF no Rio de Janeiro para proteger o filho”, declarou Haddad durante a entrevista. Na sequência, ele argumentou que Lula não teria adotado o mesmo comportamento diante das suspeitas envolvendo Lulinha.

O assunto ganhou ainda mais repercussão porque Haddad também mencionou o empresário Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, e supostas relações envolvendo nomes ligados à política. Ao comentar o caso, o candidato fez questionamentos sobre operações financeiras e também citou valores relacionados a uma produção audiovisual.

Haddad afirmou que o Banco Master teria financiado campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022. Ele ponderou que, naquele momento, não seria possível saber o que poderia acontecer posteriormente, mas defendeu que as relações sejam analisadas pelas autoridades responsáveis.

Durante a entrevista, o petista também questionou informações sobre uma produção que teria custado cerca de R$ 134 milhões. A fala provocou novas discussões nas redes sociais, principalmente por envolver nomes conhecidos da política paulista e nacional.

Apesar das críticas e comparações feitas por Haddad, o ponto central de sua declaração foi a defesa de que as investigações sejam concluídas. Ele afirmou que os fatos precisam ser esclarecidos e que eventuais responsabilidades devem ser apontadas somente depois da apuração dos órgãos competentes.

As investigações envolvendo Lulinha surgiram a partir de desdobramentos de apurações relacionadas a suspeitas de fraudes e desvios em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além da atuação de lobistas. O caso passou a chamar atenção em Brasília e ganhou espaço no debate político justamente por envolver o filho do presidente da República.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquéritos para apurar suspeitas relacionadas a corrupção passiva e tráfico de influência. As acusações, no entanto, ainda estão sob investigação e não significam que os envolvidos tenham sido considerados culpados.

Por isso, a expectativa agora é que a Polícia Federal avance na coleta de informações, documentos e depoimentos. A conclusão das investigações deverá ajudar a esclarecer quais fatos realmente ocorreram e se houve, de fato, participação de pessoas ligadas ao caso.

A declaração de Haddad acontece em um momento de forte movimentação política no país, com as eleições de 2026 cada vez mais próximas. Nesse cenário, investigações envolvendo políticos e familiares acabam rapidamente entrando no debate eleitoral, aumentando a pressão para que as autoridades apresentem respostas claras e baseadas em provas.



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