Na última segunda-feira, dia 18 de agosto, o governo brasileiro entregou a resposta oficial ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O documento rebate as acusações levantadas por Washington em diversas áreas sensíveis: desde questões financeiras — como o Pix, que virou um fenômeno no Brasil — até comércio digital, desmatamento, combate à corrupção e propriedade intelectual.
Os norte-americanos abriram uma investigação baseada na chamada Seção 301, mecanismo previsto na legislação interna dos EUA, mas que não tem respaldo internacional. Em sua defesa, o Brasil foi direto: não reconhece esse tipo de instrumento unilateral, por ser incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ou seja, na prática, o Itamaraty tratou de deixar claro que não aceita jogar com cartas que não foram combinadas na mesa global.