Globo confirma morte da jornalista Flávia Bacelar aos 31 anos

A noite da última quinta-feira, 12 de fevereiro, terminou de um jeito que ninguém esperava em Teresina. Morreu, aos 31 anos, a jornalista Flávia Bacelar. Jovem, cheia de planos, com aquela energia de quem ainda tinha muito pra viver. A notícia foi confirmada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí (Sindjor-PI), mas a causa da morte não foi divulgada oficialmente, o que deixou ainda mais perguntas no ar.

Segundo amigos próximos, Flávia estava internada desde o dia 6 de fevereiro em um hospital particular no bairro Piçarra, na Zona Leste da capital. Ela teria procurado atendimento após sentir dores fortes na coluna. No começo, parecia algo que poderia ser tratado com medicação e repouso. Mas o quadro se agravou de forma rápida, quase assustadora. Com a piora, precisou ser transferida para a UTI e acabou sendo intubada. A situação ficou delicada. Muito delicada.

Flávia era formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), onde construiu amizades que carregou pra vida inteira. Quem estudou com ela lembra de uma menina determinada, dessas que pegava pauta difícil e não reclamava. Trabalhou com assessoria de comunicação e também com produção de conteúdo para redes sociais, área que vinha crescendo bastante, principalmente depois da explosidade do digital nos últimos anos.

A confirmação da morte veio por meio de nota oficial do sindicato. “O Sindjor-PI, ao tempo em que lamenta, presta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Flávia Bacelar, que vivenciam a dor da perda”, dizia o comunicado. Palavras formais, como de costume. Mas por trás do texto institucional existe uma dor que não cabe em nota nenhuma.

De acordo com informações divulgadas pela Globo Nordeste, o velório começou ainda na noite de quinta-feira, por volta das 22h, em uma funerária também localizada no bairro Piçarra. Amigos, colegas de profissão e familiares passaram por lá durante a madrugada. Teve abraço apertado, teve silêncio e teve choro. O clima era de incredulidade. Ninguém entendia muito bem como tudo aconteceu tão rápido.

Na manhã de sexta-feira (13), o corpo foi levado para o sepultamento no Cemitério São José, no bairro Matinha, Zona Norte de Teresina. Um cortejo simples, mas cheio de emoção. Quem esteve presente diz que o céu estava nublado, como se acompanhasse o sentimento da cidade.

Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. O perfil de Flávia se transformou em um mural de despedidas. “Cada jovem que perde sua vida pro câncer é uma derrota pra tanta tecnologia e tanto avanço da ciência. Que Deus a receba”, escreveu uma internauta — embora oficialmente não tenha sido confirmada essa informação sobre a causa da morte. Outra seguidora comentou: “Tão linda aqui na Terra, agora roubando a cena no Céu”. Foram centenas de mensagens parecidas, cheias de carinho.

A verdade é que quando alguém jovem parte assim, de repente, fica um vazio estranho. A gente começa a pensar na fragilidade da vida, mesmo vivendo em tempos de tanta tecnologia, tanta medicina avançada, tanta informação circulando. Parece contraditório, mas ainda somos muito pequenos diante de certas situações.

Flávia deixa familiares, amigos e uma trajetória que, mesmo breve, foi marcante. Colegas de profissão lembram que ela tinha aquele sorriso fácil e uma vontade enorme de crescer na carreira. Não era perfeita, como ninguém é. Mas era presente, era humana.

E talvez seja isso que mais dói: a sensação de que ainda tinha muito capítulo pra ser escrito. Muito texto pra revisar, muita pauta pra apurar, muito sonho pra correr atrás. A cidade acordou diferente nesta sexta-feira. Um pouco mais silenciosa. Um pouco mais triste.



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