Gleisi Hoffmann não perdoa e detona Tarcísio por criticar Lula: “Oportunista”

No sábado (26), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, resolveu não deixar barato e rebateu as críticas feitas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação ao chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil. Pra ela, Tarcísio tá sendo “oportunista” ao botar a culpa no presidente Lula nessa história toda.

Nas redes sociais, Gleisi não economizou palavras. Disse que o verdadeiro responsável pelas taxas americanas contra os produtos brasileiros é ninguém menos que o ex-presidente Jair Bolsonaro — que, aliás, é o padrinho político de Tarcísio.

“O governador Tarcísio acusar o governo do presidente Lula de não conversar com os EUA sobre as sanções impostas por Donald Trump é de um oportunismo lamentável. Quem está bloqueando qualquer negociação, porque exige anistia e até impeachment de ministro do STF para suspender a chantagem contra o Brasil é seu aliado Jair Bolsonaro”, escreveu ela.

Gleisi ainda destacou que até senadores dos EUA reconheceram esse movimento como uma ingerência política. Ela se referia a uma carta enviada por 11 senadores democratas ao presidente Joe Biden, pedindo que o tarifaço contra o Brasil não vá pra frente.

O documento, enviado na sexta-feira (25), acusa Trump de estar usando influência internacional pra tentar favorecer aliados políticos aqui no Brasil — o que, segundo os parlamentares, fere a soberania nacional.

“Escrevemos para expressar preocupações significativas sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de lançar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas do seu governo claramente não tem esse objetivo”, diz o trecho da carta.

Gleisi ainda reforçou que setores da oposição brasileira querem “inverter a realidade” pra tirar proveito político da situação. “Opositores querem inverter a realidade, para tirar proveito pessoal e político de um ataque estrangeiro à soberania nacional”, escreveu a ministra.

Agora, voltando ao Tarcísio… ele falou numa entrevista pra uma rádio paulista que o governo Lula não tem capacidade de diálogo com os EUA, e que é isso que estaria atrapalhando as negociações pra tentar reverter as sanções comerciais.

“Isso só se resolve com interlocução, e infelizmente o governo federal não tem essa interlocução com os Estados Unidos e nunca fez esforço para ter”, disse o governador, que é visto como um dos principais nomes da direita pra disputa presidencial de 2026.

Essa troca de farpas acontece num momento delicado da diplomacia brasileira, especialmente quando o assunto envolve interesses comerciais. O impacto desse tarifaço pode ser grande, afetando diretamente setores como o do aço, alumínio, e até o agro — que, aliás, já anda meio desconfiado com o governo Lula.

O que fica claro é que, no meio desse fogo cruzado, quem paga o pato pode acabar sendo o Brasil. E aí a briga política vira mais um obstáculo no meio de uma questão que, na real, deveria ser tratada com diplomacia e responsabilidade — não com troca de acusações nas redes sociais.

Enquanto isso, o governo tenta acalmar os ânimos e reforçar o diálogo com os americanos, ao mesmo tempo em que tenta impedir que esse movimento internacional vire munição eleitoral pro lado da oposição.

E o brasileiro comum? Bom, esse aí segue na torcida pra que a treta internacional não chegue no bolso do dia a dia — porque a última coisa que o país precisa agora é de mais aumento no preço dos produtos por causa de briga política.



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