Galã da Globo previu a própria morte e detalhe assustador vem à tona anos depois

A televisão brasileira viveu momentos marcantes ao longo de sua história, mas alguns deles ficaram gravados não apenas pelo sucesso dos artistas, e sim pelas tragédias que interromperam carreiras promissoras. Um dos casos mais lembrados aconteceu no início dos anos 80, quando o ator Osmar de Mattos morreu de forma repentina justamente no momento em que sua carreira começava a ganhar força na Globo.

Na época, muitos profissionais do meio artístico acreditavam que ele tinha tudo para se tornar um dos grandes galãs da emissora. Jovem, carismático e dedicado ao trabalho, Osmar vinha conquistando espaço em produções importantes e despertava atenção de diretores e autores. Sua morte, no entanto, acabou chocando colegas, fãs e familiares.

A ligação de Osmar com o mundo artístico começou cedo. Ele era filho do radialista e ator Anfilófio de Mattos Filho, nome bastante conhecido nos bastidores da comunicação brasileira. Crescendo nesse ambiente, o jovem acabou desenvolvendo interesse pela televisão e pelo entretenimento.

O rumo de sua vida mudou em 1975, durante um evento realizado no Sport Club Corinthians Paulista. Segundo relatos da época, um produtor ligado a Silvio Santos percebeu o potencial do rapaz e o convidou para participar do quadro “Vestibular do Amor”. A oportunidade serviu como porta de entrada para a televisão.

O bom desempenho diante das câmeras fez com que ele investisse em formação artística. Em 1977, estreou na produção “Cinderela 77”, exibida pela Rede Tupi. Mas foi no ano seguinte que seu nome ganhou projeção nacional. Em 1978, Osmar participou da novela “Dancin’ Days”, um dos maiores sucessos da Globo, interpretando o personagem Ricardo.

A repercussão positiva abriu novas portas. Vieram trabalhos em produções como “Cara a Cara” e “Pé de Vento”, consolidando sua imagem como uma das apostas da nova geração de atores. Apesar da aparência que chamava atenção, Osmar procurava fugir do rótulo de galã. Ele queria ser reconhecido principalmente pelo talento como ator e também sonhava em atuar nos bastidores como produtor artístico.

Em 1980, sua carreira parecia prestes a alcançar um novo patamar. Aos 22 anos, foi escalado para a novela “As Três Marias”, onde interpretaria o surfista Kleber. O comprometimento do ator impressionou a equipe da produção. O diretor Hvale Rossano chegou a pedir ao autor Wilson Rocha que ampliasse a participação do personagem na trama, tamanho era o empenho demonstrado nos ensaios.

Tudo indicava que aquele seria o trabalho que o colocaria definitivamente entre os principais nomes da emissora. Mas o destino tinha outros planos.

No dia 25 de outubro de 1980, Osmar viajava pela Rodovia Fernão Dias rumo à cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Lá ele participaria de um baile de debutantes como mestre de cerimônias. Durante o trajeto, nas proximidades de São Gonçalo do Sapucaí, aconteceu o acidente que mudaria tudo.

O carro conduzido pelo ator colidiu com um caminhão que atravessava a pista. Após o impacto, o veículo capotou várias vezes e caiu em uma ribanceira. A violência da batida provocou uma grave lesão em seu pescoço, causando sua morte ainda no local.

A notícia se espalhou rapidamente e causou enorme comoção. Quando o corpo foi levado para São Paulo, centenas de pessoas compareceram ao velório e ao sepultamento. Amigos, colegas de profissão e admiradores lotaram o local para prestar as últimas homenagens ao jovem artista.

Mas um detalhe contado pelos familiares acabou aumentando ainda mais o mistério em torno da tragédia. Segundo sua irmã, dias antes do acidente Osmar fazia comentários incomuns sobre a morte. Em algumas conversas, ele dizia que conseguia imaginar o próprio velório. Também afirmava que, enquanto os parentes estariam chorando, ele estaria sorrindo por ter alcançado um plano superior.

As declarações foram vistas por muitos como uma espécie de premonição, algo que até hoje desperta curiosidade entre pessoas que acompanham histórias marcantes da televisão brasileira.

Mais de quatro décadas depois, a morte de Osmar de Mattos continua sendo lembrada como um dos episódios mais tristes da dramaturgia nacional. Sua partida precoce interrompeu uma trajetória que prometia grandes conquistas e deixou a sensação de que o público jamais pôde conhecer todo o potencial de um ator que estava apenas começando a escrever sua história.



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