Foi isso que piloto disse segundo antes de avião da Air Índia cair com 242 pessoas: ‘Sem empuxo’

Na última quinta-feira (12), um acidente aéreo trágico abalou a Índia e gerou comoção internacional. O voo AI171, operado pela Air India, caiu logo após levantar voo do aeroporto de Ahmedabad. Em questão de segundos, o que era pra ser uma viagem de rotina até Londres acabou virando um dos piores desastres aéreos do ano.

Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Telegraph, o comandante da aeronave, Sumeet Sabharwal, enviou um pedido de socorro apenas 11 segundos depois da decolagem. A mensagem, tensa e desesperada, dizia: “Mayday… sem empuxo, perdendo potência, sem sustentação”. Foram apenas 19 segundos entre essa comunicação e o impacto da aeronave no solo, tempo insuficiente para qualquer resposta da torre de controle.

O avião, um Boeing 787-8 Dreamliner, estava com 242 pessoas a bordo — 232 passageiros e 10 tripulantes — e seguia em direção ao aeroporto de Gatwick, em Londres. Era início da tarde no horário local, quando o avião caiu numa área residencial não muito longe do aeroporto.

A imprensa indiana, em especial o jornal Express, apontou que a última frase captada das comunicações da cabine foi “falha de motor”, algo que já vem alimentando várias hipóteses sobre o motivo do acidente. O local da queda, sendo uma região habitada, agravou ainda mais as consequências: a polícia revisou os números de vítimas fatais para mais de 290, incluindo moradores das casas atingidas pelos destroços.

Informações preliminares falam de uma única sobrevivente entre os ocupantes da aeronave. A identidade dela ainda não foi confirmada oficialmente, e seu estado de saúde permanece em sigilo. Também não foram divulgadas, até agora, as gravações completas da comunicação entre a torre e o cockpit, o que aumenta a ansiedade por respostas — especialmente entre as famílias das vítimas.

A hipótese mais forte até o momento é a de falha técnica nos motores. Especialistas de aviação consultados por jornais internacionais sugerem que a perda de empuxo mencionada pelo comandante pode estar relacionada a problemas mecânicos sérios ou, quem sabe, a uma colisão com aves — algo que pode ocorrer em regiões urbanas próximas a aeroportos. Esse tipo de impacto, embora raro, pode causar panes em pleno voo, como se viu em incidentes anteriores, como o do famoso “Milagre do Rio Hudson” em 2009, que teve final bem mais feliz.

No entanto, diferente daquele caso com o piloto Sully, aqui a história teve um desfecho trágico. Ainda não se sabe se a aeronave chegou a ganhar altitude suficiente pra tentar alguma manobra de emergência. As investigações estão sendo conduzidas por autoridades indianas em conjunto com representantes da Boeing e de órgãos internacionais da aviação civil.

Curiosamente, essa tragédia acontece num momento em que a indústria aérea enfrenta questionamentos sobre a confiabilidade dos Dreamliners da Boeing, após uma série de problemas técnicos relatados em modelos semelhantes. Embora o histórico do modelo 787 seja geralmente considerado seguro, esse acidente reacende preocupações sobre a manutenção, inspeção de segurança e o treinamento das tripulações em situações de emergência.

Nos próximos dias, espera-se que o gravador de voz da cabine (CVR) e o registrador de dados de voo (FDR) tragam mais clareza sobre o que realmente aconteceu nos breves segundos entre a decolagem e a queda. Enquanto isso, famílias choram suas perdas e o mundo da aviação entra em mais um momento de luto e reflexão.



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