Nos últimos dias, uma fala polêmica de Welington Camargo, irmão do cantor Zezé Di Camargo, causou uma baita confusão nas redes sociais. Tudo começou quando ele fez um comentário infeliz sobre a morte da cantora Preta Gil, sugerindo que seria um “castigo divino”. Isso, como era de se esperar, gerou uma onda de indignação — e um dos que não deixaram barato foi o apresentador Felipeh Campos.
Felipeh, conhecido por seu jeito direto e sem papas na língua, resolveu dar sua opinião e criticar com firmeza a declaração de Welington. Numa espécie de desabafo, ele relembrou um momento trágico da vida do próprio Welington: o sequestro que ele sofreu anos atrás, quando teve parte da orelha arrancada pelos criminosos.
“E aí, Welington? Na época que você foi sequestrado, aquilo também foi castigo divino? Arrancarem sua orelha, isso foi o quê? Um aviso de Deus?”, disparou o apresentador, visivelmente incomodado. E continuou, sem aliviar: “Então agora a Preta morre e você diz que é castigo? Pelo amor de Deus… Onde você tá com a cabeça? Que tipo de comentário é esse? Vai chegar aonde com isso?”
Pra quem não acompanhou o início da história, Welington postou um vídeo em seu Instagram dizendo que ficou triste com a morte de Preta, mas que, segundo ele, “de Deus não se zomba”. Afirmou ainda que iria publicar um vídeo antigo da artista dizendo que “dar o (ânus) é maravilhoso” — numa clara tentativa de associar a fala dela à doença que enfrentou.
Mesmo tentando suavizar no final, dizendo que não quis desrespeitá-la e que desejava que Deus a recebesse bem, o estrago já tava feito. Nas redes, o público se dividiu. Alguns seguidores saíram em defesa de Welington, citando valores religiosos. Outros, porém, acharam o comentário totalmente desrespeitoso e fora de hora.
“Gosto muito de você e da família Camargo, mas isso aí passou dos limites”, comentou uma seguidora. Outro internauta foi mais direto: “Esse não é o momento pra esse tipo de fala. Respeite a dor da família dela”.
É curioso como, em tempos de internet, uma fala pode ganhar proporções gigantescas em questão de minutos. O caso da Preta ainda está muito recente — ela faleceu há pouco tempo e ainda há uma onda de comoção por parte de fãs, amigos e familiares. Comentários que tocam em temas religiosos e fazem associação direta com tragédias pessoais, geralmente, pegam muito mal, principalmente quando se trata de uma figura pública.
Felipeh, que já cobriu muitas polêmicas ao longo da carreira, parece ter falado o que muita gente pensava, mas não tinha coragem de dizer. Ainda mais num momento em que o país discute temas como empatia, respeito à dor alheia e a responsabilidade de pessoas com voz pública.
O Brasil, aliás, vive um momento bem delicado nesse ponto. Em 2025, mais do que nunca, fala-se em empatia, acolhimento, escuta. Por isso, quando alguém vem com esse discurso moralista carregado de julgamento, principalmente depois da morte de uma mulher como Preta — que lutou contra o câncer, se posicionou sobre diversos temas e foi querida por muita gente —, a crítica é quase certa.
No fim das contas, cada um tem o direito de acreditar no que quiser. Mas existe hora e maneira de dizer as coisas. E essa, sinceramente, não foi nem a hora, nem o jeito.
Confira: