O caso da farmacêutica Regina Helena Marques, de 73 anos, terminou de uma forma triste e até difícil de acreditar. Depois de dias de angústia, o corpo dela foi encontrado na manhã desta terça-feira, 21 de abril, em uma área rural de Campestre, no sul de Minas Gerais. A idosa estava desaparecida desde a última sexta-feira (17), e desde então a família vivia aquele desespero que muita gente conhece só de ver em reportagem.
Segundo informações repassadas por equipes que atuaram nas buscas, Regina foi localizada já sem vida em meio a um cafezal. O local é de difícil acesso, cercado por plantações e trechos de mata, o que acabou dificultando bastante o trabalho dos militares. Um dos responsáveis pela operação, o capitão Fabiano, que atua na região de Poços de Caldas, explicou que durante as buscas foram encontrados alguns objetos pessoais da vítima. Infelizmente, logo depois veio a confirmação que ninguém queria.
O desaparecimento começou a chamar atenção ainda no fim de semana. Moradores da região encontraram o carro de Regina parado em uma estrada isolada, perto de uma fazenda de café. O veículo estava trancado, o que já levantou suspeitas. Dentro dele estavam itens importantes, como o celular e a bolsa da farmacêutica — o tipo de coisa que dificilmente alguém deixaria para trás por vontade própria, né.
Regina teria saído de São Paulo com destino a Alfenas, cidade mineira onde costumava visitar familiares. Era um trajeto que, ao que tudo indica, ela já conhecia bem. Mas dessa vez algo deu errado no meio do caminho. E aí começa aquela sequência de perguntas que, por enquanto, seguem sem resposta.
Assim que o desaparecimento foi registrado, equipes de resgate iniciaram as buscas na região. E não foi pouca coisa, não. Os trabalhos envolveram áreas extensas, com lavouras de café, pedaços de mata fechada e até regiões próximas a um curso d’água. Pra tentar agilizar, os bombeiros usaram drones, além de equipes andando por terra mesmo, no chamado “olho no olho”.
Familiares também ajudaram como puderam, repassando informações sobre a roupa que Regina usava no dia em que sumiu — calça, colete azul e camiseta branca. Esses detalhes, que parecem simples, costumam ser essenciais em operações assim. Mesmo assim, nos primeiros dias não surgiram pistas concretas, o que só aumentou a tensão.
E aí, já nesta terça, veio a notícia que ninguém queria dar. O corpo foi localizado, encerrando as buscas, mas abrindo um outro capítulo: o da investigação. Porque agora o foco passa a ser entender o que, de fato, aconteceu.
As autoridades aguardavam a chegada da perícia para analisar o local e coletar informações que possam esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, não há confirmação sobre a causa, nem se houve participação de terceiros. É aquele tipo de caso que exige calma, análise técnica e, principalmente, cuidado pra não tirar conclusões precipitadas.
Casos como esse acabam chamando atenção justamente por isso. Uma rotina comum, um trajeto aparentemente simples, e de repente tudo muda. Em tempos em que muita gente pega estrada sozinha, histórias assim geram preocupação, levantam debates e fazem a gente refletir um pouco mais sobre segurança.

Agora, a expectativa é que os próximos dias tragam respostas. A família, claro, busca por algum tipo de explicação, por mais difícil que ela seja. Enquanto isso, a cidade de Campestre, que é pequena e tranquila, segue impactada com o ocorrido.
E fica aquela sensação estranha… de que algo ainda precisa ser esclarecido.