O ex-BBB e cirurgião plástico Marcos Harter voltou a ser destaque, mas desta vez longe das câmeras de reality show. Segundo informações exclusivas da coluna de Fábia Oliveira, ele é réu em uma ação de indenização por danos morais no Tribunal de Justiça de São Paulo. O caso, registrado em dezembro de 2024, envolve acusações feitas por Emily da Silva Costa, uma internauta que afirma ter sido ofendida pelo médico em interações nas redes sociais.
Curiosamente, o nome da autora da ação lembra o da ex-namorada de Harter, Emilly Araújo, com quem ele teve uma relação polêmica e marcada por abusos no BBB 17, o que acabou resultando em sua expulsão do programa.
O início da confusão
O desentendimento começou em maio de 2024, quando Emily comentou, em tom crítico, uma postagem de Marcos Harter no Instagram. A internauta afirmou que o médico estava “flopado” e “tentando voltar para o hype”. Insatisfeito com o comentário, o ex-BBB respondeu de forma irônica e iniciou uma sequência de ataques.
Entre as respostas públicas, Harter publicou uma foto de uma maleta cheia de dinheiro e ironizou: “Posso voltar para a mídia quando quiser.” Emily afirma que a situação piorou no privado, quando ele começou a enviar mensagens no direct.
Segundo a autora, o cirurgião teria questionado sua condição financeira e feito comentários depreciativos sobre sua profissão. Em uma das mensagens, ele teria ironizado: “Você passa fome?”. Os ataques, porém, não pararam por aí.
Ataques pessoais e polêmicas graves
Emily relata que Harter fez ofensas relacionadas à sua condição de mãe solteira, chamando-a de “pobre” e utilizando frases de tom preconceituoso e machista. Ele teria afirmado: “Te comeram e te deram o pé.”
Uma das mensagens mais polêmicas mencionadas no processo envolve o filho da autora, uma criança. Marcos, ao responder uma foto do menino, perguntou: “Ele vai ser médico, engenheiro ou advogado?”. Logo depois, enviou outra mensagem, insinuando: “Ou um futuro garçom?”
A situação escalou ainda mais quando Harter, segundo Emily, utilizou a expressão “te mata” em uma das mensagens. A frase foi interpretada como incitação ao suicídio, o que adicionou gravidade ao caso.
Ações judiciais e pedidos da autora
Com base nas ofensas e na gravidade das mensagens, Emily decidiu entrar na Justiça contra o ex-BBB. Ela pede uma indenização de R$ 80 mil por danos morais e uma retratação pública nas redes sociais, para reparar os danos à sua imagem.
No processo, Emily também apresentou prints das mensagens trocadas com Marcos, além de apontar o histórico controverso do cirurgião. Ela citou o episódio de violência no BBB 17 como um exemplo de comportamento inadequado e destacou a existência de uma página no Instagram, intitulada “vítimas_marcosharter”, que reúne relatos de outras pessoas que afirmam ter enfrentado situações semelhantes com o médico.
Histórico polêmico de Marcos Harter
Essa não é a primeira vez que o nome de Marcos Harter aparece envolvido em controvérsias. Além do caso de violência no reality show, que resultou na sua saída, o cirurgião já protagonizou outros episódios polêmicos, incluindo declarações controversas e brigas públicas.
Apesar de sua notoriedade inicial no Big Brother Brasil, Marcos tem sido constantemente associado a conflitos e acusações que prejudicam sua reputação. Esse novo processo judicial apenas reforça a imagem de um histórico pessoal turbulento e de relações marcadas por conflitos.
O que esperar dos próximos passos?
O caso ainda está em andamento no Tribunal de Justiça de São Paulo, e o cirurgião não se manifestou publicamente sobre as acusações até o momento. Caso seja condenado, além de pagar a indenização, Marcos poderá ser obrigado a emitir uma retratação formal, o que representaria uma vitória para a autora da ação.
Independentemente do desfecho, esse episódio reacende o debate sobre a responsabilidade de figuras públicas no uso das redes sociais e os limites entre liberdade de expressão e discurso de ódio. Em tempos de constante vigilância digital, ataques virtuais podem ter consequências jurídicas reais, especialmente quando ultrapassam o campo das opiniões e atingem a dignidade das pessoas.
Para Emily, a busca por justiça representa não apenas a reparação de danos pessoais, mas também um alerta contra comportamentos tóxicos que têm se tornado cada vez mais comuns em ambientes digitais.