Este é o valor que mulher agredida em elevador ganhou em vaquinha virtual até agora

Depois de viver um verdadeiro pesadelo dentro de um elevador em Natal, no Rio Grande do Norte, Juliana Garcia, de 35 anos, decidiu falar publicamente pela primeira vez sobre a violência que sofreu. Ela foi agredida com extrema brutalidade pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Cabral, em um episódio que chocou o Brasil inteiro.

O caso aconteceu num condomínio no bairro de Ponta Negra, zona Sul da capital potiguar. As imagens do circuito interno de segurança, que mostraram Igor desferindo uma sequência absurda de socos e ataques contra Juliana, viralizaram nas redes e escancararam a urgência do debate sobre violência doméstica. O vídeo é pesado, difícil de assistir, mas acabou sendo necessário pra mostrar a realidade que muitas mulheres enfrentam.

Em seu perfil do Instagram, Juliana apareceu nos Stories pela primeira vez desde o ocorrido. Com o rosto ainda marcado pelas lesões, ela agradeceu as inúmeras mensagens de apoio e carinho que vem recebendo. “É difícil até colocar em palavras… mas o amor que tô recebendo tem sido fundamental pra eu conseguir passar por isso”, disse, visivelmente emocionada.

Ela também comentou que está focada em se recuperar — tanto fisicamente quanto emocionalmente. Disse que tem contado com uma rede de apoio formada por amigas próximas e familiares, que estão sendo essenciais nesse momento delicado. Vale lembrar que, segundo os médicos, Juliana sofreu várias fraturas no rosto, e ainda sente fortes dores, o que limita bastante até mesmo o ato de falar por longos períodos.

Com o impacto do caso, uma amiga próxima de Juliana criou uma campanha de arrecadação online — uma vaquinha virtual — pra ajudar com os custos do tratamento. A meta estipulada é de R$ 70 mil, e até agora, já foram arrecadados mais de R$ 54 mil. O link da vaquinha circula pelas redes sociais, e muita gente tem compartilhado como forma de contribuir com a recuperação dela. Em um país onde o SUS muitas vezes demora, ou não dá conta, esse tipo de mobilização faz diferença real.

Ainda nas redes, a responsável pela arrecadação aproveitou pra esclarecer que a mãe de Igor, o agressor, não tem qualquer envolvimento com o que aconteceu e que, inclusive, tem prestado apoio à vítima desde o início. A mulher, que também está sofrendo com toda essa exposição, vem sendo alvo de ataques e ameaças injustas. A organizadora da vaquinha pediu empatia: “Ela é mãe, mas não é cúmplice”, escreveu em uma das postagens.

O caso continua sendo investigado pelas autoridades locais, e a expectativa é de que Igor Cabral responda criminalmente pelas agressões. A pressão pública é grande, e diversas figuras públicas já se pronunciaram pedindo justiça. Até influenciadores famosos e personalidades da TV, como Sonia Abrão e Felipe Neto, comentaram o caso em seus perfis, dando mais visibilidade à causa.

A situação de Juliana escancara não só a violência que muitas mulheres enfrentam em relacionamentos, mas também a importância da denúncia e do apoio coletivo. Ainda que esteja vivendo dias difíceis, ela tem se tornado, involuntariamente, símbolo de uma luta que precisa ser travada todos os dias. E o mínimo que podemos fazer agora é ouvir, apoiar e cobrar justiça.



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