A história do casal de médicos que viajou para descansar em Fernando de Noronha acabou virando uma daquelas tragédias difíceis até de acreditar. Em poucos dias, o que era pra ser comemoração virou luto — e daqueles bem pesados.
A médica Glenda Moraes da Silva morreu na última segunda-feira, dia 16, no Recife. Ela estava internada desde que sofreu um afogamento na Praia do Meio, em Fernando de Noronha, cerca de uma semana antes. O detalhe mais doloroso disso tudo é que o marido dela, o também médico Lucas Henrique Abrunhosa Nozoe, morreu ainda no dia do acidente, lá mesmo na ilha.
Os dois eram de São Paulo e tinham viajado pra Noronha com um propósito bem simples: participar do aniversário de um amigo. Era pra ser algo leve, descontraído, com aquele clima de praia que muita gente sonha. Inclusive, segundo informações divulgadas pelo g1, eles chegaram no mesmo dia em que tudo aconteceu, dia 9 de março. Ou seja… nem tiveram tempo direito de aproveitar a viagem.
Naquele dia, resolveram entrar no mar, coisa comum pra quem visita o arquipélago. Só que o mar, como muita gente sabe, pode ser traiçoeiro. Em questão de minutos, o passeio virou desespero. Os dois acabaram se afogando e precisaram ser socorridos às pressas. Foram levados para o Hospital São Lucas, que fica na própria ilha, mas Lucas não resistiu.
Glenda, por outro lado, ainda lutou. Foi transferida já no dia seguinte para o Hospital da Restauração, no Recife, que é uma referência em casos graves. Depois disso, acabou sendo encaminhada para uma unidade particular. E ficou lá… internada, em estado crítico, enquanto familiares e amigos torciam por alguma melhora.
Só que infelizmente, a recuperação não veio.
O que torna tudo ainda mais triste — e até difícil de digerir — é o tempo em que isso aconteceu. Glenda faleceu apenas dois dias depois do sepultamento do marido. Tipo assim, a família mal tinha conseguido lidar com uma perda e já teve que enfrentar outra. É aquele tipo de situação que a gente vê na notícia e custa acreditar que é real.
Nas redes sociais, muita gente comentou o caso, principalmente moradores de Fernando de Noronha. Um ponto que chamou bastante atenção foi a falta de estrutura na Praia do Meio. Segundo relatos, o local não conta com salva-vidas de forma permanente, nem placas de aviso ou boias de apoio. Isso acabou gerando críticas e discussões, principalmente agora, depois dessa tragédia.
E não é de hoje que esse tipo de alerta aparece. Sempre que acontece algum acidente em áreas turísticas, volta o debate sobre segurança, fiscalização e responsabilidade. Afinal, são lugares que recebem visitantes do Brasil inteiro — e até de fora — o ano todo.
É uma história que mistura dor, surpresa e um certo sentimento de impotência. Um casal jovem, com carreira, planos e uma viagem que tinha tudo pra ser especial… terminou dessa forma tão brusca.
No fim das contas, fica aquele lembrete meio duro, mas necessário: o mar pode ser bonito, pode parecer tranquilo, mas exige respeito. E talvez, com mais estrutura e prevenção, histórias como essa pudessem ter um desfecho diferente.