Nesse último domingo, dia 25, o Domingão com Huck trouxe uma daquelas homenagens que pegam a gente de jeito. Aos 89 anos bem vividos, o mestre do humor e da televisão brasileira, Carlos Alberto de Nóbrega, foi o grande destaque do quadro Linha do Tempo. E olha, foi bonito de ver.
Luciano Huck recebeu o apresentador com bastante carinho – e até uma pontinha de emoção. Deixou claro que, por uma noite, Carlos trocaria o banquinho clássico da Praça é Nossa, no SBT, por uma confortável poltrona da Globo. Justíssimo, diga-se. Afinal, poucos nomes têm um legado tão sólido na telinha quanto ele.
O programa foi um passeio pelo passado. Rolou de tudo: vídeos antigos, depoimentos de peso, bastidores da TV que pouca gente conhece e até umas risadas nostálgicas. Era como se a história da TV brasileira estivesse sendo contada ali, com trilha sonora de palmas e olhos marejados.
Momentos de arrepiar
Um dos primeiros a aparecer foi Raul Gil. Em vídeo, ele lembrou da relação de Carlos com seu pai, Manuel de Nóbrega – outro gigante da comédia nacional. Logo depois, foi exibida uma sequência da época da Rádio Nacional, onde tudo começou, lá em 1954. E teve ainda a leitura de uma carta escrita pelo próprio Manuel, quando contratou o filho como redator. Ali, dava pra sentir o peso da herança familiar, mas também o orgulho que passava de pai pra filho.
Outros nomes importantes fizeram parte dessa viagem no tempo. Cidinha Campos destacou a dobradinha com Jô Soares em A Família Trapo, enquanto Renato Aragão resgatou a parceria com Os Trapalhões. A carreira de Carlos Alberto teve muitas fases, incluindo uma passagem significativa pela Globo, entre 1977 e 1987. Só depois disso é que ele topou o convite de Silvio Santos e criou A Praça é Nossa, que tá no ar até hoje, firme e forte.

Aliás, no palco do Domingão, teve até um pedacinho do cenário da Praça montado especialmente pra ocasião. E Carlos Alberto reviveu um de seus quadros mais clássicos ao lado de Saulo Laranjeira – aquele da Velha Surda, lembra? A plateia foi ao delírio, e ele, claro, se divertiu como sempre.
Família presente, dentro e fora das telas
Quem também marcou presença, mesmo que virtual, foi Renata de Nóbrega, esposa de Carlos. Pelas redes sociais, ela postou uma foto dos dois assistindo ao programa juntinhos no sofá de casa e resumiu tudo numa palavra só: “emocionante”. Nada mais justo.
Luciano Huck, por sua vez, também fez questão de reforçar o respeito que tem por Carlos. Disse que ele é “exemplo de longevidade profissional, compromisso com o público e paixão pelo que faz”. E a verdade é essa mesmo. Num tempo onde tudo parece descartável, ele continua ali, fazendo humor com dignidade e leveza, sem perder o jeito.
Mais que merecido
Carlos Alberto de Nóbrega é daquelas figuras que parecem eternas. E talvez seja mesmo. O tipo de artista que não precisa de efeito especial nem de polêmica pra ser gigante. Ele só precisa de um banco, um personagem e uma boa piada. E disso ele entende como poucos.
O Domingão com Huck fez o que muita gente queria ter feito: parou um domingo pra agradecer. Por décadas de risos, por respeito ao público e por manter viva uma tradição que começou lá atrás com o pai dele. Se tem alguém que merece aplausos de pé, é ele.
E que venham mais homenagens. Porque o humor agradece.