Enfermeira que prestou socorro expõe detalhe comovente sobre jovem após a queda

O depoimento da enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino trouxe novos detalhes sobre os momentos dramáticos que antecederam a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, vítima de um grave acidente durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

Rayza estava no local para participar da atividade e seria uma das próximas pessoas a saltar. Segundo ela, Maria Eduarda foi lançada da estrutura sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada, o que provocou uma queda de aproximadamente 40 metros.

Em relato prestado à Polícia Civil, a enfermeira contou que correu para prestar socorro logo após perceber a movimentação e os gritos das pessoas que acompanhavam o salto. Quando chegou até a vítima, ela ainda apresentava sinais vitais, embora em estado extremamente grave.

De acordo com Rayza, Maria Eduarda estava dando os últimos suspiros quando foi encontrada. A profissional verificou a pulsação da jovem e constatou que ela ainda tinha um pulso muito fraco. Imediatamente, iniciou os procedimentos de reanimação cardiopulmonar na tentativa de mantê-la viva até a chegada do resgate.

A enfermeira afirmou que continuou realizando as manobras por vários minutos, sem interrupção. Depois, equipes de emergência chegaram ao local com equipamentos adequados, incluindo um desfibrilador. Mesmo com todos os esforços dos socorristas, a jovem não respondeu aos procedimentos médicos.

O óbito acabou sendo confirmado ainda na área do acidente pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Em seu depoimento, Rayza também revelou que havia filmado os preparativos de Maria Eduarda momentos antes do salto. Segundo ela, pretendia enviar o vídeo para uma tia e registrava o clima de expectativa que tomava conta dos participantes naquele momento.

Ela contou que estava concentrada na própria preparação e, por isso, não observou detalhadamente a forma como os equipamentos estavam sendo colocados na vítima. O foco estava no salto que faria logo em seguida.

Tudo mudou em questão de segundos.

A enfermeira lembra que, assim que Maria Eduarda foi lançada da ponte, começou a ouvir pessoas gritando desesperadamente sobre a ausência da corda de segurança. Foi nesse instante que todos perceberam que algo muito grave havia acontecido.

Quando conseguiu chegar até a região da queda, Rayza verificou que a jovem utilizava parte do equipamento de proteção presa ao corpo. No entanto, a corda principal, essencial para o funcionamento da atividade, não estava conectada. Conforme as investigações apontam, ela teria permanecido enrolada sobre a ponte.

O caso gerou enorme repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados em atividades radicais realizadas no local. Familiares, amigos e moradores da região demonstraram indignação diante da tragédia.

As investigações seguem em andamento. Os três instrutores responsáveis pela operação do salto foram presos preventivamente. Em depoimento à polícia, eles não conseguiram explicar como a falha aconteceu.

Além da apuração criminal, também surgiu uma discussão envolvendo a responsabilidade pela fiscalização da Ponte do Esqueleto. A Prefeitura de Limeira afirmou que o controle, a manutenção e a fiscalização da estrutura são atribuições do governo federal. O município informou ainda que pretende acionar judicialmente a União, alegando omissão em relação ao acesso ao local.

Por outro lado, o governo federal declarou que a ponte passou para administração da Secretaria de Patrimônio da União em 2026 e que já havia solicitado apoio das prefeituras da região para impedir a entrada de pessoas na área.

Em nota oficial, a administração federal defendeu uma atuação conjunta entre os órgãos públicos para impedir novas ocorrências. Segundo o comunicado, é necessário unir esforços de forma imediata para bloquear definitivamente o acesso à Ponte do Esqueleto, evitar atividades consideradas irregulares e definir o futuro da estrutura.

Enquanto as autoridades discutem responsabilidades, a morte de Maria Eduarda segue causando comoção e levantando um debate importante sobre segurança em esportes de aventura e fiscalização de locais utilizados para esse tipo de prática.



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