“Emboscada planejada”, diz polícia sobre estupro coletivo em Copacabana

Investigação sobre Estupro Coletivo em Copacabana: O Que Sabemos Até Agora

No dia 31 de janeiro, um grave incidente abalou a tranquilidade de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Investigadores da Polícia Civil afirmaram que a situação foi uma “emboscada planejada” contra uma adolescente de apenas 17 anos. O inquérito está sob a responsabilidade da 12ª DP, localizada em Copacabana, e os detalhes que vêm à tona são preocupantes e alarmantes.

Como Tudo Começou

A jovem foi atraída a um apartamento após receber um convite de seu ex-namorado, que é seu colega de escola. Essa relação de confiança foi crucial para que a adolescente aceitasse ir ao imóvel situado na rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo a investigação, mensagens trocadas por aplicativo revelam que o ex-namorado tinha um plano em mente, que envolvia amigos e a ida da vítima ao local.

As conversas que foram anexadas ao inquérito mostram que o jovem convidou a adolescente para o encontro e, ao perguntar se ela poderia trazer uma amiga, recebeu uma negativa. Ele, então, pareceu aliviado ao entender que ela compareceria sozinha. Os registros das mensagens também indicam a combinação do encontro na portaria do prédio e os horários exatos em que a jovem avisou que estava a caminho.

Imagens e Provas

Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento da chegada dos jovens ao apartamento. As gravações mostram a entrada da adolescente, acompanhada pelo ex-namorado, e sua saída posterior. Além disso, as imagens registraram a saída dos demais indivíduos envolvidos em horários que coincidem com a ocorrência do crime. O relatório policial menciona que, após acompanhar a vítima até a saída do edifício, o ex-namorado retornou ao apartamento e fez gestos que foram interpretados como celebração.

Diligências e Denúncia

Após o ocorrido, a adolescente procurou a delegacia para registrar a denúncia. O exame de corpo de delito revelou lesões que são compatíveis com violência física, incluindo hematomas e escoriações na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram constatadas marcas em outras partes do corpo, como nas regiões dorsal e glútea. Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, peças fundamentais para o avanço da investigação.

Os Procurados

Atualmente, quatro jovens estão sendo procurados pela polícia: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos; e João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos. Além deles, um adolescente de 17 anos está sendo investigado, mas sua identidade está protegida. Todos os procurados são estudantes do Colégio Pedro II.

Esses jovens foram indiciados por estupro com concurso de pessoas. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro já apresentou denúncia, e o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de prisão preventiva. É importante ressaltar que o adolescente será tratado de acordo com as normas que regem menores de idade, cabendo à Vara da Infância e da Adolescência a apuração do caso.

A Posicionamento do Colégio Pedro II

A Reitoria do Colégio Pedro II, junto à Direção-Geral do Campus Humaitá II, emitiu uma nota informando que, assim que foram notificados, tomaram as devidas providências, incluindo o acolhimento à família da vítima e mantendo o sigilo conforme orientação das autoridades. A instituição também anunciou o início dos procedimentos para o desligamento dos estudantes envolvidos.

O colégio manifestou seu repúdio a qualquer forma de violência, reiterando sua política de combate ao assédio e à violência de gênero. A gestão e a reitoria também expressaram solidariedade com as mulheres da comunidade escolar e afirmaram que estão à disposição para colaborar com as investigações. Para isso, foram disponibilizados canais de denúncia como a Ouvidoria e a Corregedoria.

Impacto na Comunidade e Afastamento de Atletas

Um dos jovens envolvidos é atleta e foi afastado do clube onde jogava. O Serrano Football Club divulgou que tomou conhecimento do indiciamento do jogador João Gabriel e que, em resposta, decidiu afastá-lo e suspender seu contrato. O clube também se posicionou contra qualquer forma de assédio ou violência, mostrando sua preocupação com a situação.

Conclusão

O caso ainda está em andamento e as investigações continuam. A sociedade aguarda respostas e medidas que garantam não somente a justiça para a vítima, mas também um ambiente seguro e respeitoso para todos, especialmente no contexto escolar. É fundamental que episódios como este sejam tratados com a seriedade que merecem, e que a cultura de respeito e empatia prevaleça.



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