Nos últimos dias, um assunto meio espinhoso voltou a circular pelos corredores do Supremo Tribunal Federal: o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, colocou na mesa a possibilidade de criar um novo “código de conduta” específico para os ministros do STF e também para integrantes de outros tribunais superiores do Brasil. A proposta, que ainda está sendo debatida internamente, já começou a levantar algumas sobrancelhas — e até irritações — dentro do próprio tribunal.
Segundo informações de bastidores, Fachin quer se inspirar no modelo adotado pelo Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, considerado um dos mais respeitados do mundo por causa da rigidez institucional e do zelo com a imagem pública de seus juízes. Ele teria mencionado, inclusive, que a corte alemã segue regras claras sobre participação dos magistrados em eventos privados, contatos com autoridades e outras situações que podem gerar dúvidas sobre a postura ética de quem ocupa cargos tão sensíveis.