Dona Déa rompe o silêncio e entrega detalhes surpreendente que Paulo Gustavo dizia antes de falecer: “Ele já sentia”

Dona Déa Lúcia, mãe do famoso humorista Paulo Gustavo, falou pela primeira vez sobre algo que sempre marcou a vida do filho: uma conexão muito forte com o mundo espiritual e a sensação de que ele partiria mais cedo. Essa revelação veio à tona após a morte de Paulo, que nos deixou em 2021, vítima de complicações da Covid-19.

Paulo Gustavo faleceu no dia 4 de maio de 2021, aos 42 anos. Ele estava internado há quase dois meses, lutando contra os efeitos graves da Covid-19. Ele era casado com Thales Bretas e juntos tinham dois filhos: Romeu e Gael. Com sua irreverência e talento, o humorista ganhou o Brasil inteiro, especialmente após o sucesso do espetáculo Minha Mãe é Uma Peça, que foi adaptado para os cinemas em 2013. Nessa produção, ele interpretou Dona Hermínia, uma personagem baseada em sua própria mãe, Dona Déa Lúcia.

Durante uma entrevista ao WOW podcast, Dona Déa compartilhou detalhes sobre o comportamento de Paulo que a fazia sentir que algo estranho estava no ar. Ela contou que, desde sempre, o filho tinha uma relação muito intensa com o espiritual. Segundo ela, Paulo era uma pessoa que sentia as coisas de uma forma muito forte, como se tivesse uma percepção além do comum. “Ele tinha uma energia, ele era sensitivo, ele tinha medo e dizia: ‘eu vou morrer cedo’. Desde sempre ele falava isso”, revelou a mãe, lembrando-se de conversas que tinham ao longo dos anos.

Uma das histórias mais impactantes que Dona Déa contou foi sobre uma conversa que teve com Paulo antes dele ser internado. Ela contou que o filho chegou a afirmar, em tom brincalhão, que morreria por causa da Covid-19. Naquela época, o vírus já era uma realidade aterrorizante, mas Paulo, com o humor que sempre o acompanhou, fez uma piada: “Você é de uma raça tão ruim, mãe, que nem a Covid vai te pegar”. Dona Déa, rindo da lembrança, continuou: “Ele brincava, mas no fundo, ele falava que se ele pegasse, não ia sair dessa. Ele dizia isso toda semana, como se tivesse uma intuição muito forte, uma sensação de que estava predestinado a algo que ele não conseguia controlar. Era uma coisa… não sei explicar, mas ele tinha certeza”, contou.

Essa sensação de que a morte chegaria cedo não era apenas uma piada de humor negro. Paulo realmente acreditava que algo estava por vir. Ele tinha esse “feeling” que incomodava a mãe, mas que, ao mesmo tempo, ela acreditava ser um reflexo da sensibilidade do filho. Dona Déa comentou que, em certos momentos, ela tentava afastar esse pensamento, mas Paulo insistia, como se algo dentro dele já soubesse o que estava por vir.

É impressionante como a morte, nesse caso, não foi só uma tragédia física, mas também uma espécie de presságio. Como se a alma de Paulo tivesse tido essa certeza. Muitas vezes, essas percepções do além são difíceis de explicar, mas ela se manteve fiel à ideia de que o filho realmente sentia que algo se aproximava. E, no fim, quando a doença o pegou, muitos se perguntaram se essa intuição de Paulo não foi, na verdade, um alerta silencioso, que ele sabia, mas não queria enfrentar.

Hoje, Dona Déa tenta lidar com a saudade de uma maneira bem peculiar. Para ela, apesar de toda dor, Paulo sempre será aquela figura de humor irreverente, capaz de fazer piada até do próprio destino. Ela mantém a memória do filho viva não só pelas suas performances, mas também pela relação única que tiveram. “Ele tinha uma energia tão forte. Mesmo depois de tudo, sinto que ele nunca se foi completamente”, concluiu, com um sorriso tímido e uma lágrima nos olhos.

Essa relação de mãe e filho, marcada por tantas particularidades e até por um toque de premonição, continua a emocionar e a inspirar todos que acompanharam a trajetória de Paulo Gustavo.



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