Dois homens perdem a vida após aeronave ultraleve cair na zona rural entre Bariri e Bocaina

Um acidente aéreo deixou dois homens mortos na tarde de sábado, dia 26 de julho, numa área rural entre as cidades de Bariri e Bocaina, no interior de São Paulo. O cenário da tragédia foi um extenso canavial, localizado a cerca de 8 km da Rodovia Leônidas Pacheco Ferreira (SP-204), mais precisamente na altura do km 324.

O ultraleve, segundo o Corpo de Bombeiros de Bariri, caiu por volta das 14h e acabou pegando fogo logo após o impacto com o solo. Quando os socorristas chegaram ao local, se depararam com a aeronave em chamas e os corpos das duas vítimas já carbonizados. Não houve, infelizmente, qualquer chance de identificação imediata no local, tamanha a gravidade da situação.

De acordo com informações preliminares repassadas pelos bombeiros, o ultraleve teria decolado de Pederneiras, também no interior paulista, e as vítimas seriam da cidade de Bauru. Como não havia unidade do Instituto Médico Legal (IML) em Bariri ou Bocaina, os corpos foram encaminhados para a cidade de Jaú, que possui a estrutura adequada para os procedimentos legais.

A Polícia Científica foi acionada e já realizou os primeiros levantamentos no local do acidente. Conforme apuraram os peritos, a principal suspeita até o momento é que o ultraleve tenha sofrido uma falha mecânica, o que teria causado a perda de força da aeronave e, consequentemente, a queda. O impacto foi tão violento que não sobrou praticamente nada reconhecível do equipamento.

A investigação oficial sobre o caso agora está nas mãos da Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), e também da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Uma equipe técnica da Anac tem chegada prevista para a manhã do domingo (27) no local do acidente, onde será feita uma análise mais detalhada dos destroços e das condições da queda.

Além dos bombeiros de Bariri, uma brigada de incêndio de uma usina próxima também foi acionada e colaborou com o combate às chamas. A atuação conjunta das equipes foi fundamental para evitar que o fogo se alastrasse ainda mais pelo canavial seco, típico desta época do ano, que está no auge da colheita.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Jaú, que acompanhará os desdobramentos da investigação junto às autoridades aéreas.

O acidente chocou moradores da região, já que não é comum esse tipo de ocorrência envolvendo ultraleves por ali. Muitos comentaram nas redes sociais que viram a aeronave voando baixo antes da tragédia. Outros relataram ter escutado um forte estrondo seguido de fumaça no céu, o que gerou preocupação imediata entre os que vivem nas imediações do canavial.

Por ora, não há informações oficiais sobre a identidade das vítimas. Familiares das possíveis vítimas foram contatados e aguardam os resultados do trabalho do IML para a confirmação.

É mais um triste episódio que levanta novamente o debate sobre a segurança em voos com aeronaves leves, muito comuns em cidades do interior. A comunidade local espera por respostas e, acima de tudo, por justiça para os que perderam a vida de forma tão abrupta.



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