“Correntes do remorso”: Carta psicografada de Zé Bonitinho, da Praça é Nossa, relata escuridão no Umbral

Pensa só, Jorge Loredo, o eterno Zé Bonitinho, aquele mesmo das risadas inesquecíveis, nos deixou em 2015, com 89 anos. Ele tava internado no Hospital São Lucas, lá em Copacabana, mas, infelizmente, não resistiu. Desde fevereiro daquele ano, ele já tava na batalha pela vida, mas as coisas complicaram de vez no dia 13, quando foi pra Unidade Cardio Intensiva. A causa da morte? Falência múltipla dos órgãos. Ele já vinha lutando há tempos contra uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e um enfisema pulmonar brabo.

Agora, o que traz toda essa história de volta é uma carta psicografada que ele teria enviado lá do além, sabe? O documento veio à tona numa quarta-feira, 30 de outubro de 2024, e foi recebida em um centro espírita em Taboão da Serra, SP, através da médium Júlia Guimarães Medeiros de Assumpção. Na tal carta, Jorge (ou o espírito dele, né?) descreve um cenário sombrio do Umbral – um lugar pesado onde, segundo o espiritismo, vão as almas que têm coisas pendentes pra resolver. Bora dar uma olhada nesse relato surpreendente.

Ele começa a carta num tom emocionado: “É com profunda emoção e gratidão que me dirijo a vocês, não apenas como Jorge Rodrigues, mas como o eterno Zé Bonitinho.” E aí ele segue contando que, enquanto estava aqui, sentia-se realizado, pois levou muita alegria ao povo brasileiro. Mas, depois que morreu, a história mudou de figura. Ele fala que foi parar no Umbral, um lugar escuro e denso, onde encarou um sofrimento doído, marcado por memórias e arrependimentos que, segundo ele, ficaram como cicatrizes. E olha, ele foi bem detalhista: “As sombras do Umbral, repletas de energias negativas e tormento constante, envolveram-me em seu abraço gélido…”

A cada linha, ele conta como esse lugar sombrio foi um tipo de “reformatório espiritual”. Era como se ele revivesse cada momento de dor que causou, cada palavra rude, cada vacilo. Aquele turbilhão de culpa pesava, e ele diz que parecia estar destinado a aquilo pra sempre. Mas aí, segundo ele, surge uma luz no meio da escuridão: “Foi nesse momento de profunda angústia que a luz do amor de Jesus começou a brilhar”. Esse encontro com o amor divino teria sido um divisor de águas pra ele, trazendo uma paz que ele não experimentava havia muito tempo.

E, a partir disso, ele foi guiado a uma colônia espiritual, um lugar de acolhimento e recuperação. Ali, passou por uma espécie de “tratamento de alma”: energias positivas, terapia emocional e conversas profundas com mentores espirituais que o ajudaram a entender os próprios erros e a se transformar. Parece até um retiro espiritual lá do além, com muito aprendizado e cura. Ele descreve o ambiente como um lugar de luz, paz e harmonia, onde ele pôde finalmente sentir-se em paz e redescobrir o valor do amor e da caridade.

E, enquanto ele passava por esse processo, conheceu outros espíritos que também estavam nessa jornada de recuperação. Ele conta que, juntos, dividiam histórias de superação, como uma roda de amigos que se apoiam mutuamente. Esse apoio, essa troca, teria sido essencial pra ele. A partir daí, ele começou a se dedicar a uma missão: ajudar outros espíritos e trabalhar com médiuns pra passar mensagens de esperança, tipo essa que chegou até nós.

No fim da carta, ele manda um recado importante pra quem tá aqui deste lado: o amor e a capacidade de mudança são as forças mais poderosas. Ele fala que abrir o coração pro amor divino é o primeiro passo pra uma vida mais plena e harmônica. A jornada de aprendizado e autodesenvolvimento é contínua, e ele parece ter se encontrado nesse caminho de servir e guiar outros. A despedida dele é cheia de gratidão e propósito, um verdadeiro apelo pra gente valorizar o amor e a bondade, dizendo que cada um pode fazer a diferença no mundo.

Jorge finaliza assim: “Com amor, gratidão e um profundo sentido de propósito. Jorge Rodrigues”. É uma mensagem tocante que, pra quem acredita, traz uma paz e um convite pra repensar nossas escolhas.



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