Conheça o influenciador que foi executado a tiros ao sair da academia

A morte do coach esportivo e influenciador digital Beto Cunha pegou muita gente de surpresa — e não foi pouca gente não. O caso aconteceu no começo da noite de quarta-feira (25), ali na região de Stella Maris, em Salvador. Segundo as primeiras informações, ele estava saindo de uma academia, coisa de rotina mesmo, quando foi surpreendido por disparos em plena via pública. Um cenário que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, mas que nunca deixa de chocar.

Quem mora na região disse que ouviu os tiros e, logo depois, viu a movimentação. Foi tudo muito rápido, coisa de segundos. Testemunhas contam que homens armados se aproximaram e já chegaram atirando, sem dar qualquer chance de reação. Em seguida, fugiram. Até agora, ninguém sabe ao certo o que motivou o crime, e isso só aumenta ainda mais a revolta de quem acompanhava o trabalho dele.

Beto não era exatamente uma celebridade nacional, mas dentro do nicho fitness ele tinha seu espaço. Com mais de seis mil seguidores nas redes sociais, ele construía ali uma relação bem próxima com o público. Não era só postar treino e pronto… ele conversava, respondia, dava dicas reais, sem aquela promessa milagrosa que a gente vê aos montes por aí. Aliás, esse era um dos pontos que mais chamavam atenção: ele sempre bateu na tecla de que resultado vem com disciplina, nada de fórmula mágica.

Com quase 30 anos de experiência na área, o cara já tinha visto de tudo um pouco. Iniciantes, atletas amadores, gente querendo emagrecer rápido… e ele sempre tentava orientar da forma mais pé no chão possível. Talvez por isso tenha conquistado tanta credibilidade. Nos comentários das últimas postagens, o que se vê agora é uma enxurrada de mensagens de tristeza, incredulidade… gente que acompanhava de longe, mas que sentiu de verdade.

E não para por aí. Amigos e familiares descrevem Beto como alguém tranquilo, de boa convivência, daqueles que não arruma confusão. Inclusive, ele participava de projetos sociais voltados pra saúde e bem-estar, ajudando pessoas da comunidade. Isso torna tudo ainda mais difícil de entender. Como alguém assim acaba sendo alvo de um crime tão violento?

A Polícia Civil de Salvador, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já iniciou as investigações. Existem algumas linhas sendo analisadas. Uma delas é a hipótese de latrocínio, que é quando há roubo seguido de morte. Mas, pelo que se comenta até agora, a possibilidade de execução não está descartada — e, pra muitos investigadores, pode até ser a principal.

Só que, até o momento, pouca coisa foi esclarecida. Ninguém foi preso, não há confirmação sobre suspeitos, e o mistério continua. Enquanto isso, a população cobra respostas. Afinal, não é só mais um caso… é mais uma vida interrompida de forma brutal, em um lugar onde, teoricamente, a pessoa deveria estar segura.

Vale lembrar que episódios assim acabam gerando um efeito em cadeia. As pessoas ficam com medo, mudam rotina, deixam de fazer coisas simples do dia a dia. E Salvador, que já é uma cidade conhecida pela sua energia, sua cultura forte, acaba sendo novamente associada a notícias pesadas como essa. Algo que, convenhamos, ninguém quer.

Até agora, também não foram divulgadas informações oficiais sobre velório ou enterro. A expectativa é que nos próximos dias a família ou as autoridades tragam mais detalhes. Pode ser que haja alguma homenagem, algo organizado por amigos, alunos ou seguidores… ainda é cedo pra dizer.

No meio de tudo isso, fica aquela sensação ruim, difícil de explicar. Não é só sobre quem partiu, mas sobre como partiu. De repente, sem aviso, sem chance de defesa. E aí fica a pergunta que sempre aparece nesses casos: até quando?

Enquanto as investigações seguem, o que resta é aguardar — e torcer pra que a justiça, dessa vez, não demore tanto quanto em outros casos que a gente já viu por aí.



Recomendamos