A confirmação de que Ricardo Rocha, de 50 anos, não é filho biológico do apresentador Gugu Liberato trouxe um desfecho a uma das muitas disputas em torno da herança bilionária do comunicador. O exame de DNA solicitado em 2023 comprovou a ausência de vínculo biológico, permitindo que o processo de partilha, interrompido temporariamente, avance conforme o testamento deixado por Gugu em 2011. Com isso, a divisão segue as diretrizes estipuladas pelo apresentador, falecido em 2019.
Como será feita a divisão da herança?
De acordo com o testamento, 75% do patrimônio de Gugu Liberato será destinado aos seus três filhos: João Augusto Liberato, de 23 anos, e as gêmeas Marina e Sofia Liberato, de 20 anos. Já os 25% restantes deverão ser divididos entre cinco sobrinhos. Além disso, o apresentador garantiu uma pensão vitalícia de R$ 163 mil mensais para sua mãe, Maria do Céu Moraes, atualmente com 95 anos. Essa disposição deixa claro o cuidado que Gugu tinha com sua família, refletido na forma como distribuiu os recursos que acumulou ao longo de sua carreira.
As disputas judiciais ainda persistem
Embora a questão envolvendo Ricardo Rocha tenha sido encerrada, o processo de inventário de Gugu Liberato segue marcado por disputas na Justiça de São Paulo. Uma das questões pendentes é o pedido de reconhecimento de união estável feito por Thiago Salvático, que busca ser incluído na partilha dos bens. Outra polêmica envolve Rose Miriam Di Matteo, mãe dos três filhos do apresentador, que também reivindica sua inclusão como companheira de Gugu no processo de divisão da herança.
Esses embates têm estendido o caso por cinco anos, tornando-o uma das disputas de herança mais comentadas no Brasil. A exposição da vida íntima do apresentador, aliada ao interesse público em torno de sua figura, manteve o tema constantemente nos holofotes.
A história por trás do testamento
O testamento de Gugu foi elaborado em 2011, cerca de oito anos antes de sua morte, e não contemplou Rose Miriam ou Thiago Salvático. A decisão, considerada controversa por alguns, gerou desentendimentos familiares e questionamentos na Justiça. João Augusto, primogênito do apresentador, se posicionou contra as tentativas de alterar a divisão patrimonial, defendendo o cumprimento rigoroso das últimas vontades de seu pai.
Com a exclusão de Ricardo Rocha como possível herdeiro, espera-se que a partilha avance de forma mais objetiva. No entanto, a conclusão do processo depende de decisões judiciais que podem levar mais tempo.
Cinco anos sem Gugu
A morte de Gugu Liberato completou cinco anos em 21 de novembro de 2024. O acidente doméstico que o vitimou, enquanto realizava reparos em sua casa nos Estados Unidos, chocou o país e deixou uma lacuna na televisão brasileira. Reconhecido por programas como “Domingo Legal” e “Gugu”, ele construiu uma carreira marcada por empatia, carisma e generosidade.
Desde então, a disputa pela herança bilionária trouxe à tona não apenas questões financeiras, mas também debates sobre relacionamentos, família e o impacto de testamentos na vida de figuras públicas. A polêmica em torno da divisão dos bens de Gugu expõe como, mesmo após a morte, o legado de personalidades continua a influenciar a sociedade.
O que esperar daqui em diante?
Com o encerramento do caso envolvendo Ricardo Rocha, os próximos passos devem se concentrar na resolução dos processos ainda pendentes. Especialistas em direito de família apontam que o inventário de Gugu serve de exemplo para a importância de detalhar as vontades em vida, prevenindo disputas futuras.
Para o público, Gugu segue como um ícone da televisão e uma figura que, mesmo em meio a controvérsias, continua a despertar admiração. O desenrolar de sua sucessão patrimonial reforça a complexidade que envolve as decisões sobre heranças, especialmente quando se trata de figuras públicas.
Seja como for, o caso de Gugu Liberato permanece como um marco na relação entre celebridades, família e os desafios de manter a paz em meio a questões financeiras delicadas.