“Cheiro da morte está no meu nariz”, diz fotógrafo sobre operação no Rio

A Realidade Crua por Trás da Violência no Complexo do Alemão

O fotógrafo Bruno Itan, conhecido por seu trabalho intenso em áreas de conflito, esteve presente em um dos episódios mais sombrios da história recente do Rio de Janeiro. Ele documentou a operação no Complexo do Alemão e da Penha, onde a busca por corpos revelou uma realidade angustiante que muitos preferem ignorar. Ao relatar suas experiências, Bruno trouxe à tona não apenas a brutalidade da ação policial, mas também o sofrimento humano que permeia essas situações.

Um Olhar Direto para a Tragédia

Na manhã de quarta-feira, dia 29, Bruno se deparou com uma cena devastadora. “O cheiro dos corpos, do sangue, ainda está aqui no meu nariz. Eu vi muita gente morta lá dentro”, disse ele, compartilhando a dor que viu nos rostos dos familiares e a angústia das crianças presentes. É difícil imaginar o que significa para uma criança crescer em meio à violência, e Bruno fez questão de enfatizar isso em seu relato. Para ele, a celebração por uma operação considerada um ‘sucesso’ é um desrespeito à memória dos que perderam suas vidas.

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