Caso Isabella Nardoni tem reviravolta e nova denúncia envolve até o avô

O caso da menina Isabella Nardoni voltou a ganhar destaque nos últimos dias — e, sinceramente, é daqueles episódios que parecem nunca sair completamente da memória coletiva do país. Pra quem lembra, ou até pra quem era muito novo na época, tudo aconteceu em 29 de março de 2008. Isabella tinha só 5 anos quando morreu após cair do 6º andar de um prédio na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. A investigação apontou que ela foi jogada da janela, e isso causou uma comoção enorme, praticamente o Brasil inteiro acompanhou.

Na época, os responsáveis pelo crime foram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. O julgamento aconteceu em 2010, e os dois acabaram condenados por homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar. Foi um daqueles julgamentos longos, cheios de tensão, que pararam o país — coisa que hoje a gente vê acontecer com outros casos famosos, tipo alguns que viralizam nas redes sociais quase que instantaneamente.

Mas agora, mais de 15 anos depois, o caso ressurgiu com uma nova reviravolta que ninguém esperava. E não é exagero dizer isso. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, surgiu uma denúncia que coloca mais uma pessoa no meio dessa história: o avô da menina, Antônio Nardoni.

A denúncia foi apresentada por uma entidade chamada Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, que é presidida por Agripino Magalhães. Eles decidiram levar o caso até a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que fica em Washington, nos Estados Unidos. Antes disso, já haviam questionado algumas decisões de magistrados paulistas no Conselho Nacional de Justiça.

O que chama atenção mesmo são os novos relatos. De acordo com essas informações, existe a suspeita de que o avô não teria apenas ajudado a encobrir o crime, como já se chegou a especular no passado, mas também participado diretamente da execução. É uma acusação pesada, daquelas que mexem com tudo que já se achava consolidado sobre o caso.

Essa nova versão estaria baseada no depoimento de uma policial penal que acompanhava Anna Carolina Jatobá durante o período de prisão. Segundo essa agente, a madrasta teria contado que o sogro agiu de forma consciente, ajudando a montar um álibi e, possivelmente, incentivando o desfecho trágico.

Um outro ponto citado é que essa situação teria ficado escondida por anos por conta de uma suposta dependência financeira. A versão diz que Antônio Nardoni ajudava a sustentar a família, o que teria influenciado no silêncio sobre esses detalhes. Mas, claro, isso ainda está sendo analisado e não há confirmação oficial.

Do lado da defesa, a posição é clara: Antônio Nardoni nega qualquer envolvimento no crime. Além disso, a família já sinalizou que pretende tomar medidas judiciais contra quem apresentou esse novo depoimento. Ou seja, a briga jurídica pode ganhar mais capítulos pela frente.

Atualmente, o Ministério Público de São Paulo está avaliando pedidos para reabrir as investigações. Não é algo simples, nem rápido, mas também não é impossível — principalmente quando surgem elementos considerados novos, mesmo tantos anos depois.

No fim das contas, o caso Isabella Nardoni continua sendo um dos mais marcantes da história recente do Brasil. E agora, com essa possível nova linha de investigação, muita gente volta a se perguntar: será que ainda tem coisa que a gente não sabe? Ou isso tudo não passa de mais uma versão que vai ser contestada?

Difícil cravar. Mas uma coisa é certa: sempre que esse caso volta à tona, ele mexe com o país inteiro de novo. E não é pra menos.



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