Caso Igor Peretto: Homem descobre ligação da irmã com assassinato e reação impressiona

A morte do comerciante Igor Peretto continua causando revolta e emoção na Baixada Santista. Em uma entrevista exclusiva ao portal, o vereador Tiago Peretto falou pela primeira vez, de maneira mais aberta, sobre o choque que sofreu ao descobrir o envolvimento da própria irmã, Marcelly Peretto, no assassinato do irmão dele. O caso ganhou repercussão nacional nos ultimos meses e segue cercado de tensão, acusações e muitos detalhes pesados.

Segundo Tiago, a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo aponta que Marcelly participou diretamente do crime junto da viúva Rafaela Costa e também de Mário Vitorino. A acusação é de homicídio triplamente qualificado, um dos crimes mais graves previstos pela Justiça brasileira. Marcelly deve enfrentar júri popular, e o vereador admite que até hoje tenta entender como acreditou na inocência da irmã durante os primeiros dias da investigação.

Ele contou que viveu um dos momentos mais complicados da vida quando Marcelly apresentou uma versão falsa do que teria acontecido. Na época, ela afirmou que havia sido praticamente sequestrada e forçada a fugir ao lado de Mário. Tiago disse que chegou a defender a irmã publicamente e até aconselhou ela a esperar a presença de um advogado antes de dar depoimento oficial. Na cabeça dele, naquele momento, tudo parecia confuso demais.

Mas a situação mudou completamente depois da divulgação das imagens das câmeras de segurança. Segundo o vereador, foi ali que ele percebeu que a irmã não estava sendo obrigada a nada e que saiu do apartamento de forma voluntária. “Foi como levar um soco no peito”, comentou durante a entrevista, bastante abalado.

Outro ponto que chamou atenção no relato foi o desaparecimento de provas consideradas importantes pela polícia. Tiago afirmou que investigadores pediram a roupa usada por Marcelly no dia do crime, já que nas imagens apareciam manchas de sangue. O material nunca teria sido entregue. Além disso, ele disse que os depoimentos da irmã apresentavam várias contradições. Em alguns momentos, a versão mudava completamente, o que aumentou ainda mais as suspeitas.

O vereador também mencionou um áudio atribuído a Mário Vitorino, onde ele afirma que Marcelly teria “grandes problemas” caso toda a verdade aparecesse. Esse detalhe acabou deixando a família ainda mais dividida e emocionalmente destruída. Pessoas próximas relatam que o clima nos bastidores é de tristeza constante.

Na visão de Tiago, é praticamente impossível acreditar que Marcelly apenas ficou assistindo ao assassinato sem fazer nada. Igor levou cerca de 40 facadas dentro de um apartamento pequeno, com aproximadamente 50 metros quadrados. Para ele, seria impossível não ouvir os gritos ou perceber o que estava acontecendo. Em um dos trechos mais fortes da entrevista, o vereador falou algo que acabou repercutindo bastante nas redes sociais.

“Até um porco grita quando está sendo esfaqueado. E ali era nosso irmão”, desabafou.

Depois da tragédia, Tiago resolveu transformar a dor em uma bandeira política. Ele passou a defender leis mais duras contra crimes violentos e vem participando ativamente de mobilizações na Baixada Santista. O vereador também afirmou que ajudou em buscas e denúncias ligadas a outros casos criminais conhecidos na região, como os assassinatos de Brenda Bulhões e Dona Sabrina.

Segundo ele, a legislação brasileira precisa mudar urgentemente. Tiago voltou a defender a prisão perpétua para crimes hediondos e disse que recebe apoio diário de milhares de pessoas nas redes sociais. Em um dos momentos mais emocionantes, falou sobre o sofrimento do sobrinho, filho de Igor.

“Ele acorda pedindo o pai. Isso destrói qualquer pessoa”, afirmou.

O crime aconteceu no dia 31 de agosto, no apartamento de Marcelly. Naquele dia estavam no local Igor, Marcelly e Mário Vitorino. Pouco antes da entrada de Igor, Rafaela teria deixado o prédio apenas 13 segundos antes, segundo as investigações. O laudo pericial aponta que, caso tivesse sobrevivido ao ataque brutal, Igor ficaria tetraplégico devido a gravidade dos ferimentos.

As prisões aconteceram poucos dias depois. Marcelly e Rafaela foram presas em 6 de setembro. Já Mário acabou localizado e detido no dia 15, na cidade de Torrinha. Desde então, o caso segue sendo acompanhado de perto pela população e continua causando enorme repercussão em todo o estado de São Paulo.



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