Caso Helena: o que se sabe sobre falecimento de bebê de 10 meses

A morte da bebê Helena Almeida, de apenas 10 meses, continua causando grande comoção em Fortaleza e em várias partes do Brasil. O caso, registrado na última segunda-feira (13), ganhou enorme repercussão nas redes sociais e passou a ser acompanhado de perto por autoridades, parlamentares e milhares de pessoas que cobram respostas rápidas sobre o que aconteceu com a criança.

O episódio aconteceu no bairro Dionísio Torres, na capital cearense. Desde então, a Polícia Civil do Ceará trabalha para esclarecer todos os detalhes do caso. Apesar das informações já divulgadas, a causa oficial da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais, que devem apontar exatamente o que provocou o falecimento da menina.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Helena chegou a uma unidade hospitalar levada pela própria mãe, Ysabelle Rodrigues. Durante o atendimento, os profissionais de saúde identificaram lesões consideradas compatíveis com violência sexual. A gravidade da situação fez com que a polícia fosse acionada imediatamente para iniciar a investigação.

Além da suspeita de violência sexual, outra hipótese analisada pelos investigadores é a possibilidade de asfixia. No entanto, nenhuma dessas linhas de investigação foi confirmada oficialmente até o momento. A expectativa é que os laudos periciais tragam respostas mais concretas nos próximos dias.

O enterro da bebê aconteceu na terça-feira (14), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O velório foi marcado por muita emoção. Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens à criança, enquanto a mãe passou mal durante a cerimônia e chegou a desmaiar, precisando receber atendimento. A missa de sétimo dia foi marcada para o domingo (19), às 19 horas, na Igreja dos Padres, localizada na Rua Padre Alfredo Nessi, no bairro Parque Guadalajara.

No mesmo dia em que Helena morreu, dois homens foram presos pela polícia. Eles foram identificados como Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado pela mãe da bebê como seu ficante, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray.

Segundo a Polícia Civil, os dois foram levados para a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) e apresentavam sinais de embriaguez no momento da abordagem. Posteriormente, a Justiça decidiu converter as prisões em flagrante em prisões preventivas, permitindo que ambos permaneçam detidos enquanto as investigações continuam.

Os investigados estão em celas separadas. Essa decisão foi tomada como medida de segurança, já que suspeitos de crimes relacionados à violência sexual costumam correr riscos dentro do sistema prisional por causa da repercussão desse tipo de acusação.

A defesa de Francisco Ray divulgou uma nota afirmando que ele não estava no mesmo quarto onde Helena dormia quando os fatos aconteceram. A advogada Gleicy Kelly Leitão também informou que o investigado aceitou, de forma voluntária, realizar a coleta de material genético para colaborar com as investigações.

Até o momento, a defesa de Roberto Levy não havia se manifestado publicamente. Também não foi localizado um representante legal da mãe da bebê para comentar o caso. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

Em depoimento prestado às autoridades, Ysabelle Rodrigues contou que conheceu Francisco Ray poucos dias antes do ocorrido. Segundo seu relato, ela participou inicialmente de uma comemoração de aniversário do avô e do tio dele. Após o encontro familiar, recebeu um convite para continuar a confraternização em um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres.

Agora, todas essas informações fazem parte do inquérito policial. Os investigadores aguardam principalmente o resultado dos exames periciais para reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer o que realmente ocorreu nas horas que antecederam a morte da bebê Helena. O caso segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades e continua despertando forte repercussão em todo o país.



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