O caso envolvendo o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (6). Depois de alguns dias de investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que concluiu o inquérito e afirmou que não encontrou qualquer indício de crime relacionado ao sumiço da ex-esposa do ex-goleiro Bruno Fernandes. Segundo os investigadores, tudo indica que a saída dela aconteceu por vontade própria, descartando, pelo menos até o momento, a participação de terceiros.
O desaparecimento de Dayanne chamou bastante atenção nos últimos dias por causa do histórico envolvendo o nome de Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, um dos casos criminais mais comentados do Brasil. Por isso, quando a notícia veio à tona, muita gente imaginou que poderia existir algo mais grave por trás da situação.
De acordo com as informações divulgadas pela polícia, Dayanne desapareceu na manhã da última quinta-feira (2). Antes disso, ela deixou as duas filhas, fruto do relacionamento com Bruno, na casa da mãe, em Ribeirão das Neves, cidade que faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Depois desse momento, ela não foi mais vista e familiares ficaram preocupados sem conseguir contato.
A situação acabou mobilizando parentes e também as forças de segurança. O atual marido de Dayanne procurou ajuda e acionou a Polícia Militar na sexta-feira (3), informando que ela continuava desaparecida. As buscas seguiram durante os dias seguintes até que, na noite de sábado (4), ela foi encontrada.
Apesar do alívio por ela ter sido localizada com vida, a mulher apresentava vários ferimentos pelo corpo. O local exato onde Dayanne foi encontrada não foi divulgado pelas autoridades. Esse detalhe acabou sendo mantido em sigilo durante toda a investigação.
Logo após ser encontrada, ela recebeu os primeiros atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento Santa Terezinha, localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Pouco tempo depois, devido ao estado de saúde, foi transferida para o Hospital João XXIII, referência no atendimento de vítimas de trauma em Minas Gerais.
Até o domingo (5), a informação era de que Dayanne permanecia internada no setor destinado aos pacientes politraumatizados. Mesmo com a grande repercussão do caso, nem a Prefeitura de Belo Horizonte nem a administração do hospital divulgaram detalhes sobre o estado clínico dela. Segundo os órgãos responsáveis, a Lei Geral de Proteção de Dados impede que informações médicas sejam repassadas sem autorização da paciente ou da família.
Outro ponto que chamou atenção durante o caso foi uma carta deixada por Dayanne antes de desaparecer. No documento, ela relatava que estaria sendo ameaçada por agiotas e demonstrava preocupação com a segurança de seus familiares. Além disso, fazia um pedido para que as autoridades oferecessem proteção às pessoas próximas caso alguma coisa acontecesse com ela.
Mesmo com esse relato, a Polícia Civil informou que os elementos reunidos ao longo da investigação não apontaram para a prática de nenhum crime relacionado ao desaparecimento. Os investigadores entenderam que a decisão de se afastar foi voluntária, encerrando oficialmente o caso.
O nome de Dayanne já era conhecido do público desde 2010. Na época, ela era esposa de Bruno Fernandes quando aconteceu o desaparecimento de Eliza Samudio. Durante as investigações daquele crime, Dayanne chegou a ser presa e também denunciada por suspeita de envolvimento no sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Bruno e Eliza. Depois do andamento do processo, ela acabou sendo absolvida das acusações por falta de provas suficientes para condenação.
Agora, mais de quinze anos depois daquele episódio que marcou o país, Dayanne voltou ao centro das notícias por causa desse novo desaparecimento. Apesar das muitas especulações que surgiram nas redes sociais e da preocupação de familiares e amigos, a conclusão oficial da Polícia Civil indica que não houve crime. Mesmo assim, o caso segue despertando curiosidade, principalmente por envolver uma personagem ligada a um dos crimes de maior repercussão da história recente do Brasil.