Bombeiros intensificam buscas no 6º dia e caso Thamiris preocupa moradores

As buscas pela adolescente Thamiris Pereira, de apenas 14 anos, ganharam um novo fôlego nesta quarta-feira (18). Já é o sexto dia desde o desaparecimento da jovem, no bairro de Jardim das Margaridas, em Salvador, e o clima por lá é de tensão, ansiedade… e muita esperança, mesmo que já abalada.

Logo cedo, equipes de bombeiros civis chegaram na região pra dar apoio. Eles se juntaram aos moradores, que desde o primeiro dia não pararam um segundo sequer. O foco agora são áreas de matagal que ficam atrás das casas — lugares meio fechados, difíceis de acessar, mas que mesmo assim estão sendo vasculhados metro por metro. É um trabalho pesado, cansativo, e que mexe com o emocional de todo mundo envolvido.

Quem acompanha de perto diz que a união da comunidade chama atenção. Tem gente que nem conhecia a família direito, mas resolveu ajudar. Outros já perderam noites de sono. A sensação é de que ninguém quer aceitar o pior, sabe? Todo mundo ainda acredita que Thamiris pode ser encontrada com vida.

A adolescente sumiu na última quinta-feira (12), depois de sair da escola. Câmeras de segurança registraram ela caminhando sozinha pelas ruas do bairro. Até aí, tudo parecia normal. Só que, em um certo ponto, ela muda o trajeto — algo que, segundo pessoas próximas, não era comum. Esse detalhe, pequeno mas estranho, passou a ser visto como peça-chave no caso.

Outro ponto que deixou a situação ainda mais intrigante foi o celular da menina. O aparelho foi desligado logo depois do desaparecimento. As redes sociais também ficaram fora do ar, o que já levantou suspeitas. Mas aí veio uma reviravolta daquelas que ninguém esperava: na terça-feira (17), o perfil dela voltou a ficar ativo. Sim, do nada.

E não parou por aí. Algumas fotos teriam sido apagadas da conta, o que só aumentou o mistério. Afinal, quem teria feito isso? A própria Thamiris? Alguém com acesso ao celular? Ou é outra situação ainda mais complicada? Até agora, ninguém conseguiu responder.

No meio disso tudo, surgiu uma descoberta que deixou todo mundo apreensivo. A equipe de investigação do Alô Juca encontrou uma cova rasa perto da casa da adolescente. O detalhe que mais chamou atenção foi a localização: bem próxima de onde, segundo informações, teria sido registrado o último sinal do celular dela.

Moradores, já angustiados, decidiram agir por conta própria e começaram a cavar o local. O clima era de puro nervosismo. Só que, no fim, o que foi encontrado ali não tinha relação direta com o caso — era o corpo de um cachorro. Mesmo assim, nesta quarta (18), os bombeiros voltaram ao ponto pra fazer uma nova verificação, com mais cuidado. E, mais uma vez, nada de novo foi achado.

A Polícia Civil segue investigando, mas mantém aquele padrão de sempre: poucas informações divulgadas. O delegado responsável afirmou apenas que as equipes estão trabalhando com empenho, analisando todas as possibilidades. Só que, pra quem tá de fora — principalmente a família — isso parece pouco. Muito pouco.

E aí entra outro fator importante: a revolta. Moradores já fizeram protestos, cobrando mais rapidez nas investigações. Em tempos onde tanta coisa acontece ao mesmo tempo no país, casos como esse acabam ganhando força justamente pela mobilização popular. É gente pedindo justiça, pedindo resposta, pedindo ação.

Enquanto isso, a família de Thamiris vive um verdadeiro pesadelo. Cada hora que passa pesa mais. A angústia cresce, o medo também. E a pergunta continua no ar, sem resposta: onde está Thamiris?



Recomendamos