Bolsonaro rompe o silêncio e fala sobre candidatura de Michelle: ‘Não posso’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente está inelegível e enfrenta acusações por suspeita de tentativa de golpe de Estado, comentou sobre possíveis candidatos à Presidência nas próximas eleições. Mesmo com sua inelegibilidade, ele não quis retirar seu nome da disputa. Quando questionado sobre a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, ou seu filho Eduardo Bolsonaro se candidatarem, ele preferiu não dar uma resposta definitiva, dizendo que “não pode bater o martelo agora”.

Bolsonaro falou sobre Michelle em uma entrevista recente e disse que ela não havia pedido para ser candidata, mas que seu nome apareceu nas pesquisas, em algumas delas até ultrapassando o presidente Lula. “Quem é a Michelle? Ela foi uma primeira-dama exemplar. Uma mulher que fala bem, é evangélica e, por isso, tem o carinho de uma parte considerável da população”, afirmou o ex-presidente.

Durante a conversa com o Uol, no dia 14 de maio de 2025, ele foi questionado sobre a possibilidade de Michelle se lançar como candidata à presidência. A resposta de Bolsonaro foi vaga: “Não sei”, disse ele, reforçando que o tempo até as próximas eleições é longo. Bolsonaro também mencionou o nome de seu filho, Eduardo, que está nos Estados Unidos e aparece em algumas pesquisas, embora sempre atrás de Lula. Mesmo assim, ele destacou que as eleições ainda estão distantes e que é cedo para qualquer decisão.

Bolsonaro também revelou que ainda nutre a esperança de voltar a ser candidato nas eleições de 2026. Ele afirmou que vai até o último momento para tentar reverter sua inelegibilidade e retornar à disputa. “Eleição sem meu nome na chapa é negação da democracia”, disse o ex-presidente, criticando as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro se referiu à situação como uma prática de “lawfare”, um termo usado para descrever o uso da lei como uma forma de perseguição política. Ele citou exemplos internacionais, como Romênia, França e Estados Unidos, onde, segundo ele, o objetivo seria retirá-lo de combate.

Bolsonaro parece disposto a continuar sua trajetória política, mesmo com os desafios legais e a indefinição sobre sua elegibilidade. Ele acredita que há uma perseguição política contra ele, o que, segundo suas palavras, tenta impedir sua participação nas próximas eleições. Enquanto isso, seu nome continua sendo discutido como uma possível opção para o cenário eleitoral, seja por meio de sua própria candidatura ou por meio de outros membros de sua família, como Michelle ou Eduardo.

O cenário político para as próximas eleições ainda está em aberto, com muitas especulações sobre quem serão os principais candidatos. Mesmo que o ex-presidente esteja fora da disputa de forma direta, ele continua a exercer uma influência considerável dentro de seu partido e entre seus apoiadores. O tempo, como ele mesmo disse, será o responsável por mostrar o rumo que a política brasileira tomará nos próximos anos.

Por enquanto, o futuro político de Bolsonaro segue incerto, e sua insistência em continuar na política brasileira, apesar dos obstáculos legais, reflete sua resistência e desejo de se manter relevante no cenário nacional.



Recomendamos