Barroso passa mal e é levado à pressas ao hospital para realizar exames

No começo da noite dessa quarta-feira, dia 15 de outubro, o ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), passou mal e precisou ser levado às pressas para um hospital em Brasília. Segundo informações iniciais, ele apresentou uma indisposição repentina e foi submetido a exames médicos de rotina, apenas por precaução. Até o momento, ainda não há detalhes concretos sobre o estado de saúde dele, o que, claro, acabou gerando certa apreensão nos bastidores da Corte e entre colegas próximos.

A notícia veio justamente num momento delicado, já que Barroso está prestes a se aposentar do STF. Coincidentemente (ou não), horas antes do mal-estar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia assinado o documento oficial que confirma a aposentadoria do ministro. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e marca o fim de um ciclo de 12 anos de atuação intensa na mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Barroso tem 67 anos e poderia permanecer no cargo até completar 75, como prevê a Constituição. Mas decidiu antecipar a saída, algo que já vinha sendo comentado desde o fim do seu mandato à frente da presidência do Supremo. Ele mesmo já havia dado pistas de que desejava um tempo longe dos holofotes e das pressões típicas do cargo.

— Quero viver um pouco mais a minha vida. Sem a exposição pública, sem as obrigações e as exigências do cargo. Com mais espiritualidade, literatura e poesia — declarou o ministro em uma de suas últimas falas públicas, com aquele tom calmo e filosófico que virou uma de suas marcas.

A declaração, aliás, soou como um encerramento poético para quem sempre foi visto como um dos nomes mais influentes e também mais polêmicos da Corte. Durante seus 12 anos no STF, Barroso esteve à frente de decisões históricas, muitas vezes cercadas de controvérsias — da descriminalização do aborto até debates sobre liberdade de expressão e fake news nas redes sociais.

Nos últimos meses, o ministro vinha reduzindo a agenda pública e se preparando para essa transição. Fontes próximas afirmam que ele vinha se queixando de cansaço acumulado e que planejava uma fase mais tranquila, longe das tensões políticas e jurídicas que marcaram sua trajetória.

Mesmo assim, o episódio desta quarta-feira causou surpresa. Afinal, apesar do ritmo puxado e do estresse natural do cargo, Barroso sempre foi conhecido por manter uma rotina disciplinada, praticando exercícios e cuidando bem da saúde.

Nas redes sociais, vários colegas de magistratura, políticos e jornalistas manifestaram preocupação e desejaram melhoras ao ministro. Alguns até comentaram que o momento foi simbólico: um homem que sempre defendeu o equilíbrio entre corpo e mente precisando, justamente agora, de uma pausa forçada.

Nos corredores do STF, o clima é de expectativa. A saída de Barroso abre uma nova vaga na Corte e reacende as especulações sobre quem será o próximo indicado de Lula — o que, claro, tem movimentado bastidores em Brasília.

Enquanto isso, a equipe médica segue monitorando o quadro do ministro. A previsão é que ele receba alta ainda nesta semana, caso os exames não apontem nada grave.

Barroso, que sempre gostou de citar versos e pensamentos filosóficos, parece agora disposto a viver o que tanto pregou: uma vida com mais leveza e menos obrigações formais. Se tudo correr bem, no próximo sábado (18), ele deixará oficialmente o Supremo Tribunal Federal — dessa vez, não por decisão judicial, mas por escolha pessoal.



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