A noite de terça-feira, 12 de maio, movimentou os corredores de Brasília com uma cerimônia que reuniu algumas das figuras mais comentadas da política e do Judiciário brasileiro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro marcou presença na posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça no comando do Tribunal Superior Eleitoral. O evento aconteceu no plenário do Tribunal Superior Eleitoral e acabou chamando atenção não só pelas autoridades presentes, mas também pelos encontros discretos e pelas movimentações nos bastidores.
Nunes Marques assumiu oficialmente a presidência da Corte, enquanto André Mendonça ficou com a vice-presidência. Como já era esperado, o ambiente ficou cheio de políticos, ministros, assessores e convidados circulando pelos corredores e trocando conversas reservadas. Em meio a tudo isso, Michelle acabou ficando em uma posição estratégica dentro do plenário, perto de nomes ligados diretamente ao Supremo Tribunal Federal.
Logo no começo da solenidade, Michelle ficou próxima da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. As duas chegaram a trocar um cumprimento rápido e educado, daqueles bem protocolares mesmo, sem muita conversa. Apesar do momento curto, a cena acabou sendo observada por quem acompanhava o evento, principalmente por causa da relação política delicada envolvendo Moraes e o grupo bolsonarista nos últimos anos.
Depois disso, Michelle se acomodou ao lado da governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, com quem mantém uma relação considerada próxima dentro do meio político. Do outro lado da fileira estava Yara Lewandowski, esposa do ministro Ricardo Lewandowski. Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Michelle teria conversado algumas vezes com Yara durante a cerimônia, em diálogos rápidos e discretos.
Já a interação com Viviane Barci foi bem mais limitada durante o restante da noite. Pessoas presentes no plenário disseram que o clima era respeitoso, porém bastante formal. Nada além do esperado para um evento institucional desse tamanho. Brasília, inclusive, vive dias agitados politicamente, ainda mais depois das recentes discussões envolvendo o cenário eleitoral de 2026 e os bastidores do Judiciário.
Outro momento que também chamou atenção aconteceu quando a primeira-dama Janja Lula da Silva entrou no plenário. A esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou exatamente pelo local onde Michelle estava sentada. Mesmo ficando próximas por alguns segundos, as duas não trocaram cumprimentos nem qualquer tipo de interação pública.
Atrás de Michelle estava o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o início da cerimônia, também não houve registros de interação pública entre ele e Janja. O detalhe acabou repercutindo nos bastidores porque qualquer movimento entre integrantes dos dois grupos políticos costuma gerar comentários imediatos nas redes sociais.
A cerimônia no TSE aconteceu em meio a um clima político ainda bastante polarizado no país. Mesmo sendo um evento institucional e jurídico, muita gente acompanhou atentos os gestos, os cumprimentos e até a distância entre algumas autoridades. Em Brasília, pequenos movimentos acabam virando assunto rapidamente, ainda mais quando envolvem nomes tão conhecidos da política nacional.
No fim das contas, a posse dos ministros acabou servindo não só para marcar uma mudança importante no comando do tribunal eleitoral, mas também para mostrar como os bastidores da política brasileira continuam cercados de simbolismos, encontros inesperados e muita observação por parte do público e da imprensa.