A exibição do documentário Preta – Eu Não Ando Só, na noite de segunda-feira (20), na TV Globo, mexeu com o público ao mostrar um dos momentos mais delicados da trajetória de Preta Gil durante a luta contra o câncer. As imagens exibidas revelaram o período em que a cantora recebeu dos médicos a notícia de que o tratamento experimental que fazia nos Estados Unidos não havia apresentado os resultados esperados.
A cena emocionou muita gente nas redes sociais. Logo depois da repercussão, a DJ Jude Paulla, uma das amigas mais próximas de Preta, decidiu dividir com os seguidores algumas lembranças daquele período. Em uma sequência de publicações no X, antigo Twitter, ela abriu o coração e contou detalhes de um dia que, segundo ela, jamais vai esquecer.
Jude contou que tudo parecia seguir como nas outras semanas de tratamento. Ela havia deixado Preta na clínica acompanhada de Marina Morena enquanto saía para resolver uma tarefa simples: encontrar um Airbnb onde elas ficariam hospedadas em Nova York depois das sessões médicas. A rotina já era conhecida por todas. Elas passavam uma semana dedicada ao tratamento e outra descansando antes da próxima etapa.
Mas os planos mudaram completamente quando o telefone tocou. Marina ligou pedindo que Jude voltasse imediatamente para a clínica. O médico só conversaria com as duas juntas. Sem entender direito o que estava acontecendo, ela retornou às pressas.
Quando chegou ao local, percebeu que Preta estava diferente. O clima era pesado e a expressão da cantora mostrava que alguma coisa muito séria havia acontecido. Pouco depois veio a confirmação que ninguém queria ouvir. Os médicos informaram que ela precisaria interromper o tratamento experimental e recomendaram que voltasse para casa o mais rápido possível.
Segundo Jude, aquele foi o momento mais dificil que viveu ao lado da amiga. Ela contou que tudo aconteceu muito rápido e que, dali em diante, começou uma verdadeira corrida contra o tempo para organizar a viagem de volta.
Marina Morena precisou retornar ao Brasil para resolver compromissos, enquanto Jude ficou responsável por acompanhar Preta Gil e Sol de Maria até Nova York. Além da preocupação com o estado de saúde da cantora, ainda existia toda a logística da viagem, bagagens e deslocamento entre as cidades.
O trajeto de Washington até Nova York, feito de carro, dura cerca de quatro ou cinco horas. Durante esse percurso, Jude revelou que precisou permanecer praticamente o tempo inteiro dando apoio físico para Preta, que já apresentava muita fraqueza.
Ela explicou que a cantora só conseguia viajar no banco da frente, enquanto atrás estavam Sol de Maria e as malas. Com receio de que Preta pudesse cair ou se machucar durante o caminho, Jude improvisou uma posição bastante desconfortável. Ela reclinou totalmente o banco da frente, entrou no pequeno espaço entre os bancos e permaneceu segurando a amiga durante boa parte da viagem.
Mesmo vivendo um momento tão complicado, uma atitude de Preta marcou para sempre a memória de Jude. Em determinado momento do percurso, a cantora abriu os olhos por alguns segundos e perguntou se ela estava cansada por estar naquela posição.
Tentando tranquilizar a amiga, Jude respondeu que não havia problema nenhum. Pelo contrário, brincou dizendo que era um sonho de infância estar ali daquele jeito. A resposta arrancou um sorriso de Preta, que voltou a fechar os olhos e continuou descansando durante a viagem.
O relato emocionou milhares de internautas, que voltaram a prestar homenagens para a artista e destacaram a importância das amizades que permaneceram ao lado dela nos momentos mais difíceis da batalha contra a doença. As lembranças compartilhadas por Jude mostram não apenas a fragilidade enfrentada por Preta naquele período, mas também a força dos laços construídos ao longo da vida.
A exibição do documentário fez muita gente reviver essa fase dolorosa e reforçou o carinho que o público sempre demonstrou pela cantora. As mensagens publicadas nas redes sociais nas últimas horas mostram que a história de Preta Gil continua tocando milhares de brasileiros, principalmente por revelar momentos de coragem, afeto e união mesmo diante das maiores dificuldades.