O deputado federal Nikolas Ferreira resolveu entrar de vez em uma polêmica que tomou conta das redes nos últimos meses. Em meio a toda repercussão envolvendo uma campanha da Havaianas no fim de 2025, o parlamentar anunciou o lançamento da marca de chinelos chamada “Pé Direito”, criada no Espírito Santo e já cercada de muita discussão na internet.
Toda a confusão começou depois que a atriz Fernanda Torres apareceu em uma propaganda usando a expressão “entrar com os dois pés” ao falar sobre a chegada de 2026. A frase, que parecia simples pra muita gente, acabou sendo interpretada por grupos mais conservadores como uma indireta política. Não demorou muito e a campanha virou assunto em perfis de direita, páginas de notícias e até grupos no WhatsApp.
Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro começaram a defender um boicote contra a marca. Hashtags apareceram, vídeos viralizaram e muita gente passou a procurar alternativas nacionais que representassem valores mais alinhados ao conservadorismo. Foi justamente nesse cenário que nasceu a ideia da Pé Direito.
Segundo Nikolas, a nova empresa quer conversar diretamente com consumidores ligados a princípios como família, fé cristã, patriotismo e liberdade econômica. O deputado afirmou que existe um público enorme no Brasil que sente falta de marcas que tenham uma identificação mais próxima desses valores. E pelo visto a estratégia deu resultado rápido.
A fábrica responsável pela produção fica em Vila Velha, no Espírito Santo, e informou que mais de 20 mil pares já foram vendidos ainda no período de pré-venda. O número chamou atenção porque tudo aconteceu antes mesmo do lançamento oficial da marca. Além disso, a empresa revelou que outras 50 mil unidades já estão prontas para distribuição nos próximos dias.
O lançamento oficial acontece nesta quinta-feira, dia 14, e a expectativa é de que o movimento continue crescendo nas redes. Influenciadores ligados ao público conservador já começaram a divulgar os chinelos em vídeos e publicações, algo que ajudou bastante a impulsionar a curiosidade em torno da novidade.
Muita gente comparou o caso com outras situações recentes onde marcas acabaram entrando em debates políticos sem querer — ou até querendo, dependendo da interpretação de cada lado. Nos últimos anos, empresas passaram a ser cobradas o tempo todo por posicionamentos, campanhas publicitárias e até frases consideradas “sutis” demais. Basta uma postagem diferente pra internet transformar tudo numa guerra de comentários.
Enquanto apoiadores de Nikolas comemoram a criação da nova marca e enxergam isso como uma resposta ao mercado tradicional, críticos afirmam que a política está entrando até no consumo mais simples do dia a dia. Mesmo assim, o assunto continua gerando engajamento forte, principalmente no X e no Instagram.
Outro detalhe que chamou atenção foi o fato do projeto ter surgido no Espírito Santo, estado que vem ganhando destaque em pequenos negócios ligados ao setor têxtil e de moda casual. Empresários locais comemoraram a movimentação econômica e acreditam que a repercussão nacional pode abrir espaço pra novos investimentos.
No fim das contas, o episódio mostra como publicidade, política e internet estão cada vez mais misturados no Brasil atual. Uma frase dita em propaganda acabou virando combustível pra debates ideológicos, campanhas de boicote e até lançamento de concorrente. E pelo andar da carruagem, essa história ainda deve render bastante assunto nos próximos dias.