Depois de eliminar mais de 30 quilos — sim, mais de trinta! — Marcus Majella, hoje com 46 anos, apareceu irreconhecível (no bom sentido) na primeira noite oficial do Carnaval de Salvador, nesta quinta-feira (12). Quem cruzou o circuito Barra/Ondina levou até um susto: a silhueta está bem mais enxuta, o rosto mais fino e a disposição lá em cima.
O ator e humorista marcou presença em um dos pontos mais tradicionais da folia baiana, onde passaram trios elétricos de peso como os de Pedro Sampaio e Ludmilla. O clima era de festa, claro. Muito glitter, abadás customizados, famosos circulando e aquela multidão que só Salvador consegue reunir. E no meio de tudo isso, Majella chamava atenção não só pelo carisma de sempre, mas pela transformação física evidente.
Mas engana-se quem pensa que a mudança foi puramente estética, aquela coisa de “projeto verão” ou pressão das redes sociais. O próprio Majella já tinha explicado, em entrevistas anteriores, que a decisão partiu de um susto. Um susto mesmo. Ele contou que procurou ajuda médica depois de receber resultados de exames com taxas bastante alteradas. Segundo ele, ali caiu a ficha.
“Quando posto algo vejo sempre o comentário: passa a receita pra gente. Então, não existe milagre. Busquei ajuda médica, porque as minhas taxas estavam muito alteradas. O foco, no meu caso, foi a saúde”, disse o ator, em tom direto, sem romantizar o processo.
E é interessante observar isso num momento em que as redes sociais vivem obcecadas por antes e depois. Basta abrir o Instagram ou o TikTok para ver vídeos com promessas milagrosas de emagrecimento em 15 dias. Só que, como ele mesmo reforça, não tem fórmula mágica. Não é chá detox, não é dieta da moda. É acompanhamento, disciplina e — palavra que pouca gente gosta — constância.
Além de mudar a alimentação, adotando um cardápio mais equilibrado (menos ultraprocessados, mais comida de verdade, como dizem os nutricionistas), Majella incluiu exercícios físicos na rotina. Caminhadas diárias viraram hábito. Depois vieram a corrida e o boxe, que segundo ele se transformou quase numa terapia. E quem já tentou começar sabe: não é fácil. Tem dia que a preguiça ganha, tem dia que o corpo dói. Mas ele insistiu.
No circuito Barra/Ondina, a disposição era visível. Entre um trio e outro, conversou com fãs, posou para fotos e mostrou que está vivendo essa nova fase com leveza. Nada de discurso extremista ou cobrança exagerada. Pelo contrário, o que se percebe é um homem mais consciente do próprio corpo e dos limites dele.
Vale lembrar que Majella sempre foi muito querido pelo público justamente por ser autêntico. Desde os tempos de programas humorísticos até participações em novelas e séries, construiu uma imagem de alguém próximo, quase da família. Talvez por isso tanta gente se sinta à vontade para pedir “a receita”. Só que, como ele mesmo disse, não tem receita pronta.
O Carnaval de Salvador, que já começou fervendo, acabou sendo também o palco simbólico dessa nova fase. No meio da folia, da música alta e dos encontros inesperados, estava ali um artista que decidiu priorizar a própria saúde. E isso, convenhamos, é uma mensagem que vai além da estética.
Num tempo em que a ansiedade e o sedentarismo viraram quase epidemia silenciosa — principalmente depois dos anos de pandemia — ver figuras públicas falando abertamente sobre exames alterados e busca por acompanhamento médico ajuda a quebrar tabus. Não é sobre caber em um padrão. É sobre viver melhor.
E se tem algo que o Carnaval ensina é isso: o corpo precisa aguentar o ritmo. Pelo visto, Majella está mais do que preparado.