Após corpo de fotógrafo brasileiro ser encontrado, é revelada a causa da morte

O fotógrafo brasileiro Flávio de Castro Sousa, que estava desaparecido desde o final de novembro de 2024, foi encontrado morto no rio Sena, em Paris. A confirmação veio através do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), encerrando uma busca angustiante que mobilizou familiares e amigos por mais de uma semana.

Segundo informações divulgadas pelo Consulado-Geral do Brasil na capital francesa, o corpo foi localizado no último dia 4 de dezembro. Identificado após exames de DNA, o fotógrafo mineiro, de 36 anos, estava em avançado estado de decomposição. De acordo com fontes próximas à investigação, os laudos médicos não indicaram sinais de violência, apontando afogamento como a causa oficial da morte.

Na noite de seu desaparecimento, as condições climáticas de Paris não estavam extremas, mas o frio representava um risco significativo. A temperatura ambiente variava entre 8°C e 10°C, mas a água do Sena, gelada e com correntes traiçoeiras, apresentava potencial de causar hipotermia. “As águas do rio são rápidas e turvas, mesmo para quem sabe nadar. Com temperaturas abaixo de 10°C, a resistência do corpo humano cai drasticamente”, explicou o especialista em segurança aquática, Pierre Morel, ao jornal Le Parisien.

Flávio havia viajado a Paris no início de novembro para fotografar um casamento de amigos brasileiros. Após cumprir seus compromissos profissionais, ele aproveitava os últimos dias na cidade quando o infortúnio ocorreu. Na noite anterior ao seu desaparecimento definitivo, caiu acidentalmente no Sena, mas foi resgatado e hospitalizado. Liberado ainda no mesmo dia, ele se viu novamente envolvido em um episódio que culminaria em tragédia.

Relatos revelaram detalhes intrigantes sobre as horas finais do fotógrafo. A polícia parisiense notificou sua mãe, Marta Maria, que o telefone celular de Flávio foi encontrado dentro de um vaso de plantas, deixado de forma proposital em um restaurante próximo ao rio. O gesto permanece sem explicação clara, levantando questionamentos sobre seu estado emocional e as circunstâncias que o levaram de volta às margens do Sena.

Em janeiro, a prima de Flávio, Carolina Castro, usou as redes sociais para detalhar os últimos registros do primo captados por câmeras de segurança. “As imagens mostram ele parado à beira do rio. Não sabemos quanto tempo ficou ali, mas quando a câmera girou para monitorar outra área e voltou, ele já não estava mais”, descreveu em um post comovente. O tom de sua mensagem refletia tanto tristeza quanto o desejo por respostas que talvez nunca cheguem.

A comoção gerada pelo desaparecimento mobilizou uma rede de apoio, com familiares, amigos e até desconhecidos contribuindo com informações e esforços para localizá-lo. Em Brasília, o Itamaraty informou que está prestando assistência à família para a repatriação do corpo, um processo que, além de doloroso, envolve burocracia e custos elevados.

Tragédias como essa despertam reflexões sobre os riscos muitas vezes subestimados em destinos turísticos icônicos. O Sena, embora romântico e belo, esconde perigos que cobram caro por qualquer descuido. Este episódio reforça a necessidade de maior conscientização sobre segurança em viagens e ressalta a imprevisibilidade da vida, mesmo em momentos de celebração.

Flávio de Castro Sousa será lembrado não apenas por seu talento por trás das lentes, mas também pela paixão com que enxergava o mundo. Seu trabalho, que capturava sorrisos e histórias de amor, agora se torna uma memória viva de sua breve, mas vibrante, passagem por este plano.



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