A Wanessa Camargo, que a gente já conhece faz tempo por causa da música e de todo o sucesso que ela fez na carreira, resolveu falar sobre um assunto bem pessoal, que, pra ser sincero, muita gente nem imaginava. A cantora tá lidando com problemas de saúde mental há mais de 20 anos, mas só agora, depois de passar pelo BBB24, é que ela sentiu que era a hora certa de abrir o jogo.
Segundo ela, o maior medo sempre foi a reação das pessoas, porque, né, ser uma figura pública, famosa e tudo mais, traz esse peso de sempre parecer forte, inabalável. E por isso, ela nunca comentou sobre a síndrome do pânico que enfrenta desde 2004. Ela tava sempre preocupada de como a galera ia enxergar essa vulnerabilidade. É aquilo, né, parece que quem tá no palco ou na TV não pode ter problemas, e a pressão é gigantesca pra manter essa imagem “perfeita”.
Mas, depois de anos guardando isso só pra ela, a Wanessa resolveu se abrir. O legal é que ela encontrou nas redes sociais um espaço pra fazer isso de um jeito mais humano, sem aquele filtro de “celebridade”. Hoje em dia, com as redes, tá todo mundo mais próximo, né? Muita gente famosa tem usado esses canais pra desabafar sobre o que tá passando de verdade, o que acaba fazendo uma baita diferença pra quem acompanha. E foi mais ou menos nesse clima que a Wanessa, numa entrevista pra revista Quem, explicou por que decidiu falar só agora.
Ela contou que escondeu o diagnóstico de síndrome do pânico por muito tempo por conta da cultura da época. Ela veio de uma geração onde o artista era colocado num pedestal, como se fosse uma pessoa perfeita, e qualquer fragilidade não podia ser mostrada. Imagina só, tirar uma foto acordando, descabelada? Isso era impensável! Tudo tinha que ser muito bem calculado e perfeito, não dava pra mostrar uma fraqueza. Isso explica por que ela demorou tanto pra falar sobre a crise de 2004.
E aí, Wanessa disse que, naquela época, ninguém falava sobre síndrome do pânico. O medo era de ser julgada como “louca”. Ela disse que ficava apavorada com essa ideia e por isso preferiu esconder tudo. “Quando tive minha primeira crise, em 2004, ninguém falava disso. Iam me ver como louca e não queria que as pessoas me vissem assim. Escondi do público, escondi de todo mundo”, ela explicou. E não é difícil de entender esse receio, né? Naquele tempo, o debate sobre saúde mental era muito menor, e ainda tinha (e tem) um monte de preconceito em cima desses temas.
Agora, depois de quase 20 anos, a história mudou. Wanessa falou que se deu conta de que, como uma pessoa influente, ela tem um papel importante ao dividir essa vulnerabilidade. Ela percebeu que, ao falar sobre isso, poderia ajudar outras pessoas que tão passando pelo mesmo. E isso, pra ela, fez toda a diferença nessa nova fase da vida.
O mais interessante de tudo é que ela encontrou uma rede de apoio gigante na internet. Os fãs, que já acompanhavam a carreira dela, tão agora mais próximos, trocando mensagens, compartilhando histórias, e isso criou uma conexão muito mais forte entre eles. Ela diz que se sente mais humana profissionalmente por poder falar dos problemas de saúde mental de forma tão aberta. E é isso que muita gente que tá nas redes busca: essa autenticidade, essa troca real.
No fim das contas, essa atitude da Wanessa é mais um exemplo de como é importante a gente falar sobre o que sente, sem medo do que os outros vão pensar. Claro, cada um tem seu tempo, e ela esperou o momento certo pra se abrir, mas quando fez, encontrou um espaço de acolhimento que, com certeza, vai inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo.