Aos 93 anos, Ary Fontoura diz que o bom ator faz público “rir e chorar”

Ary Fontoura Reflete Sobre a Arte de Atuar e a Qualidade do Cinema Brasileiro

Recentemente, Ary Fontoura, um dos ícones do cinema brasileiro com 93 anos, esteve presente em uma cerimônia de premiação que é considerada uma das mais importantes do nosso cinema, o Grande Otelo. Ele estava concorrendo em duas categorias pela sua atuação na comédia ‘Velhos Bandidos’. Em uma conversa descontraída com a CNN Brasil, Ary compartilhou suas reflexões sobre o papel do ator e a evolução do cinema nacional.

A Arte de Fazer o Público Rir e Chorar

No tapete vermelho do evento, Ary fez questão de ressaltar que um bom ator deve ser capaz de provocar tanto risos quanto lágrimas no público. Ele disse: “O bom ator faz as duas coisas. O bom ator é aquele que permanece dentro da vida, observando-a, observando todos aqueles que na vida estão. E esses riem, esses choram, então você precisa aprender a fazer as duas coisas”. Essa frase ressoa profundamente com muitos que amam a arte de atuar, pois mostra a complexidade que envolve a interpretação de personagens.

Sobre ‘Velhos Bandidos’

Na produção ‘Velhos Bandidos’, Ary interpreta Rodolfo, um aposentado que, junto com sua esposa Marta, interpretada por Fernanda Montenegro, planeja um audacioso assalto a um banco com a ajuda de alguns jovens bandidos. O filme, que conseguiu conquistar a categoria de melhor longa-metragem de comédia, foi muito elogiado por sua qualidade e pela forma como retrata as relações humanas de uma maneira leve e divertida.

Um Momento Iluminado para o Cinema Brasileiro

Ary Fontoura também fez questão de destacar o atual momento do cinema brasileiro. Segundo ele, a produção nacional vem trilhando um caminho muito positivo nos últimos tempos. “É a qualidade que o público realmente deseja. O filme tem uma qualidade que extrapola o comum. Ele foi feito com muito cuidado. Nós tivemos um tempo hábil para realizar”, afirmou o ator.

Reação do Público

O carinho do público pelo filme é palpável; após cada exibição, muitos aplaudem e expressam a felicidade de terem assistido ao trabalho da equipe. Ary enfatizou que todos os atores estão muito bem no longa, e que o texto é extremamente bem escrito. “A história é interessantíssima, se renova a cada hora e cada momento, segura o espectador na cadeira ao ponto de, no final, dizer: ‘Oh, que pena que acabou'”, disse ele, revelando um pouco sobre a experiência de assistir ao filme.

Reflexões Finais

A experiência de Ary Fontoura não é apenas um testemunho de sua carreira, mas também um reflexo do que muitos artistas acreditam sobre a importância da qualidade no cinema. A capacidade de um ator de tocar o coração das pessoas e fazer com que se sintam parte da história é o que realmente importa. Essa habilidade é o que vai além da técnica, é uma verdadeira conexão com o público.

À medida que o cinema brasileiro continua a evoluir, histórias como a de Ary e de ‘Velhos Bandidos’ são fundamentais para entender essa jornada. O reconhecimento em premiações serve como um incentivo e um lembrete de que o talento e a dedicação sempre serão apreciados.

Com isso, é seguro dizer que o trabalho de artistas como Ary Fontoura não só entretém, mas também educa e emociona, mostrando a verdadeira essência do que significa ser um ator.



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