Aos 62 anos, atriz da Globo se despede de Juca de Oliveira com imagem nunca vista

A atriz Debora Bloch usou suas redes sociais neste sábado, dia 21, pra falar sobre a morte de Juca de Oliveira, que faleceu aos 91 anos. A notícia pegou muita gente de surpresa e rapidamente ganhou repercussão, principalmente entre artistas e fãs mais antigos da televisão brasileira.

No Instagram, Debora fez questão de prestar uma homenagem bem pessoal. Ela publicou uma foto antiga, dos bastidores da novela As Pupilas do Senhor Reitor, exibida lá em 1994 no SBT. Na imagem, os dois aparecem mais jovens, num clima descontraído, daqueles registros que hoje em dia quase não se vê mais com tanta naturalidade.

Na legenda, a atriz escreveu palavras que mostram o carinho que tinha pelo colega. Disse que Juca foi um “gigante do teatro”, além de um ator extremamente talentoso. Também destacou que ele era um parceiro generoso, divertido e, acima de tudo, apaixonado pelo que fazia — algo que, segundo ela, dava pra perceber fácil em cena.

Ela ainda completou dizendo que amou trabalhar com ele e conviver durante aquele período. “Te amo pra sempre, Juca”, escreveu, numa despedida simples, mas carregada de sentimento. Não foi um texto longo, nem cheio de formalidades… mas talvez por isso mesmo tenha tocado tanta gente.

E não é difícil entender o motivo de tanta comoção. Juca de Oliveira teve uma carreira bem extensa, daquelas que atravessam gerações. Foram mais de 30 novelas e minisséries ao longo dos anos, fora o cinema, onde ele participou de mais de dez produções. No teatro então, nem se fala: cerca de 60 trabalhos, muitos deles escritos pelo próprio ator, o que mostra que ele não era só intérprete, mas também criador.

Na televisão, a estreia dele aconteceu ainda nos anos 60, na novela Quando o Amor é Mais Forte, exibida pela antiga TV Tupi. Já na TV Globo, ele apareceu pela primeira vez em O Semideus, em 1973. De lá pra cá, construiu uma trajetória sólida, participando de produções que marcaram época.

Entre os trabalhos mais lembrados estão novelas como Fera Ferida, Torre de Babel, O Outro Lado do Paraíso e também O Clone. Nesta última, exibida em 2001, ele interpretou o geneticista Doutor Albieri, papel que até hoje é citado como um dos mais marcantes da carreira dele. Quem assistiu, dificilmente esquece.

Nos últimos dias, o ator estava internado em São Paulo, no hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março. Ele se encontrava em uma UTI cardíaca, tratando um quadro de pneumonia que acabou se agravando por conta de problemas no coração. A situação já era considerada delicada, embora muita gente ainda tivesse esperança de recuperação.

A confirmação da morte veio por meio de uma nota oficial da equipe do artista. No comunicado, eles destacaram a importância de Juca para as artes cênicas brasileiras, ressaltando que ele construiu uma carreira admirada tanto no teatro quanto na televisão e no cinema.

A nota também lembrou que ele atuou como autor e diretor, sempre com muito rigor artístico e compromisso com a cultura do país. Algo que, hoje em dia, muitos dizem estar cada vez mais raro… enfim, tempos mudam, né?

No meio de tantas homenagens que começaram a surgir, a de Debora Bloch acabou chamando atenção justamente pela simplicidade. Sem exageros, sem tentar parecer algo que não era. Só um adeus sincero de quem realmente conviveu com ele. E talvez seja isso que mais tenha pesado nesse momento.



Recomendamos