A manhã no programa Jogo Aberto não foi como as outras. Quem costuma acompanhar já sabe que ali rola zoeira, debate quente sobre futebol e aquele clima mais leve. Só que naquele dia, 22 de dezembro de 2025, o cenário mudou completamente. A apresentadora Renata Fan apareceu visivelmente abalada, com a voz meio falhando… e não demorou muito pra todo mundo entender que vinha notícia pesada.
Ela tentou manter a postura, como sempre fez na carreira, mas não deu. A emoção bateu forte. Ao vivo, diante das câmeras, Renata acabou deixando as lágrimas caírem — coisa rara pra quem tá acostumada a segurar o rojão no ar. E foi aí que ela contou: tinha perdido o pai, Paulo Fan, aos 76 anos.
Segundo ela mesma disse, foi tudo muito rápido… meio que sem aviso. Não era aquele caso de doença longa, que a família vai se preparando. Não. Foi de repente. E isso, claro, desmonta qualquer pessoa. “Foi tudo muito intenso, muito rápido, muito doloroso”, soltou ela, tentando explicar o que nem sempre dá pra explicar direito.
Nos minutos finais do programa, que já estavam carregados de emoção, a produção colocou no telão uma foto do pai dela. Aquela imagem simples, mas cheia de significado. Foi o ponto em que muita gente em casa também se emocionou, porque ali não era só uma apresentadora — era uma filha se despedindo.
Renata começou a falar das coisas que aprendeu com ele. E não foi discurso ensaiado, não… foi no coração mesmo, meio travado, às vezes buscando palavra. Ela destacou principalmente a importância da família e do compromisso com o trabalho. Disse que o pai sempre ensinou que, quando você faz parte de um time, precisa ir até o fim. E, de certa forma, foi isso que ela fez naquele dia, mesmo destruída por dentro.
“Ele me ensinou que trabalho, quando a gente está em um grupo, em um time, a gente leva até o final”, comentou. E completou explicando porque decidiu ir trabalhar mesmo passando por aquele momento tão pesado. Dá pra entender… às vezes a pessoa se agarra na rotina pra não desabar de vez.
O velório aconteceu em Santo Ângelo, cidade natal da apresentadora, lá no interior do Rio Grande do Sul. Foi lá que o pai dela viveu praticamente a vida inteira. Um detalhe simples, mas que mostra aquele vínculo forte com as raízes, sabe?
Outro ponto que chamou atenção foi quando ela falou sobre o tipo de dor que fica. Segundo Renata, o choro mais difícil nem é o que aparece. É o que fica guardado, preso, aquele que ninguém vê. E isso é verdade pra muita gente — não é só com famoso não.
Em um dos trechos mais marcantes, ela fez uma espécie de despedida. Disse que o pai cumpriu a missão com dignidade, amor e generosidade. E que, pra sempre, vai ser a maior fã dele. Foi simples, direto… e justamente por isso, pesado.
Quem assistiu ao programa naquele dia viu algo diferente. Não foi só televisão, nem só notícia. Foi um momento humano mesmo, daqueles que fogem do roteiro. Em tempos em que muita coisa parece calculada demais, aquilo ali foi real.
E talvez por isso tenha mexido tanto com o público. Porque, no fim das contas, todo mundo entende esse tipo de dor. Não importa se você tá na TV ou em casa, sentado no sofá. Perder alguém assim… nunca é fácil.