A apresentadora Angélica chamou atenção recentemente ao revelar uma regra curiosa que estabeleceu dentro de casa. Casada com o também apresentador Luciano Huck e mãe de três filhos – Joaquim, Benício e Eva – ela contou que decidiu adotar uma tradição simples, mas poderosa: todos os integrantes da família devem jantar juntos. Pode parecer detalhe, mas na correria do dia a dia, esse hábito acabou se transformando em um verdadeiro pilar da convivência entre eles.
Em entrevista citada pelo site Quem, Angélica disse que o jantar em família se tornou um momento essencial para manter a união. A apresentadora explicou que, antes, cada um tinha sua própria rotina: os filhos com horários diferentes de escola, cursos e esportes, enquanto ela e Huck estavam sempre atarefados com compromissos profissionais. Resultado: ninguém se encontrava direito durante a semana.
“De um tempo pra cá, com a vida muito louca, trabalhando muito, as crianças cada uma num horário… a gente nunca conseguia sentar à mesa para jantar junto”, contou. “Então estipulamos que agora isso vai acontecer. E quando a gente determinou, a coisa começou a acontecer, mesmo com todo mundo tendo agenda doida.”
Segundo Angélica, esse simples ajuste já trouxe mudanças perceptíveis no relacionamento com os filhos, especialmente com os adolescentes, que muitas vezes são mais fechados. “Ali na mesa, eles falam, se abrem. É diferente. Estar só a gente, o núcleo, mudou muito nossa relação. A gente sente isso na prática”, comentou.
Ela também revelou que existe uma regra extra: celular, nem pensar. Durante o jantar, aparelhos eletrônicos ficam completamente proibidos. No começo, a regra gerou reclamação. “Rolou aquele ‘ah, que saco’, né? Mas hoje eles mesmos querem, porque sentiram o quanto é gostoso esse tempo de qualidade”, disse. Para ela, a decisão de proibir o celular foi fundamental para transformar o jantar num momento verdadeiramente especial, sem distrações.
Esse tipo de iniciativa, aliás, está cada vez mais comum entre famílias brasileiras. Pesquisas recentes apontam que o uso excessivo de telas tem impactado na qualidade das relações, principalmente dentro de casa. Não à toa, muitas escolas e especialistas vêm incentivando os pais a estabelecer limites claros para celulares e tablets. A própria Organização Mundial da Saúde, no ano passado, reforçou a importância de reduzir o tempo de tela em crianças e adolescentes.
É curioso observar como pequenas atitudes podem criar laços mais fortes. Muita gente lembra de quando, anos atrás, as novelas da Globo eram “a hora sagrada” da família, todo mundo reunido na sala. Hoje em dia, com streaming, TikTok, YouTube, cada filho vê uma coisa no seu quarto. O jantar sem celular acaba virando, de certa forma, a nova “hora da novela”.
Outro detalhe que Angélica citou é a questão do horário. Ela e Huck preferem comer cedo, por volta das 19h30, mas nem sempre conseguem. Muitas vezes, o jantar só rola às 21h, justamente porque todos esperam uns pelos outros. Isso, segundo ela, reforça ainda mais a importância do encontro, mostrando que cada um abre mão de algo para estar presente.
Se pensarmos bem, essa decisão da apresentadora não é só sobre comida, mas sobre resgatar algo que muita gente perdeu: o costume de estar junto sem pressa. E convenhamos, em 2025, com inteligência artificial, redes sociais e compromissos que parecem não ter fim, parar uma hora para olhar no olho e conversar pode ser quase revolucionário.
No fim das contas, Angélica resumiu a experiência com simplicidade: é um tempo de qualidade escolhido por todos. O jantar virou mais do que refeição, virou ponto de encontro. Um lembrete de que família, antes de qualquer coisa, é feita de presença real, não de notificações no celular.