Abalado, Flávio Bolsonaro lamenta morte brutal e fala em ‘dor profunda’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nos últimos dias para comentar um caso que chocou Santa Catarina e acabou ganhando repercussão em todo o Brasil: a morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha. O episódio aconteceu em Florianópolis e gerou revolta, tristeza e muitos pedidos por justiça, principalmente entre protetores de animais.

A manifestação do senador foi feita no X, antigo Twitter, onde ele prestou solidariedade às pessoas que cuidavam do animal e não escondeu a indignação. Flávio classificou o que aconteceu como uma “crueldade sem justificativa”, afirmando que situações assim não podem ser tratadas como algo menor ou normal. Para ele, o caso do cachorro Orelha ultrapassa qualquer debate político e entra no campo da humanidade básica.

Na publicação, Flávio Bolsonaro foi direto ao ponto ao defender que crimes de violência contra animais precisam, sim, de responsabilização. Segundo o parlamentar, não importa a idade dos envolvidos quando há brutalidade comprovada. Ele argumentou que relativizar esse tipo de conduta abre espaço para que atos violentos se repitam no futuro, algo que a sociedade não pode aceitar.

“O que começa com crueldade contra um animal inocente pode evoluir para algo ainda pior”, escreveu o senador, em tom de alerta. Para Flávio, a legislação deve ser firme e aplicada com rigor, justamente para proteger quem não tem como se defender. Ele ainda destacou que o combate aos maus-tratos não é uma pauta ideológica, mas uma questão de valores básicos.

Em um trecho mais pessoal, o senador compartilhou sua própria experiência como tutor de cães. Disse que convive diariamente com seus animais e que não consegue imaginar a dor de perder um companheiro de forma tão violenta. Esse momento da postagem foi visto por muitos seguidores como uma tentativa de aproximar o debate da realidade das famílias brasileiras que tratam seus pets como membros da casa.

“Defender os animais é defender valores básicos de humanidade”, concluiu Flávio Bolsonaro, encerrando a mensagem. A frase foi amplamente compartilhada e comentada, gerando apoio, mas também críticas de alguns internautas, como costuma acontecer em temas que ganham grande visibilidade.

O caso do cachorro Orelha aconteceu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis. O animal, que era cuidado por moradores da região, foi brutalmente agredido e acabou não resistindo aos ferimentos. Diante da gravidade do quadro, veterinários optaram pela eutanásia, decisão que deixou ainda mais pessoas abaladas.

As investigações apontaram quatro adolescentes como suspeitos do crime de maus-tratos. Além deles, três adultos — pais e um tio dos jovens — foram indiciados por suspeita de coação a uma testemunha durante o andamento do inquérito. Esse detalhe aumentou ainda mais a revolta popular, já que indicaria uma tentativa de atrapalhar o trabalho da polícia.

Exames periciais confirmaram que Orelha foi atingido na cabeça por um objeto contundente, que até o momento não foi localizado. A Polícia Civil ouviu diversas testemunhas e segue trabalhando para que o caso seja totalmente esclarecido. Enquanto isso, a comoção continua nas redes sociais, com manifestações de artistas, influenciadores e moradores locais pedindo que o crime não fique impune.

O caso do cachorro Orelha acabou se tornando mais do que uma notícia policial. Para muitos, ele virou símbolo da luta contra a violência e da necessidade de punições mais duras para quem pratica atos de crueldade, seja contra animais ou pessoas.



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