“A mãe é quentona”: vendedora de doces é condenada por roubar iraquiano

Jovem é condenada a mais de 10 anos de prisão por roubo a militar iraquiano em São Paulo

A história de Iasmin Tomaz Discher, uma jovem condenada pela Justiça de São Paulo, é um relato que mistura drama, crime e uma pitada de ironia. Iasmin foi sentenciada a dez anos e oito meses de prisão em regime fechado por roubar e extorquir um militar iraquiano, identificado como Ameer Sedeeq Mustafa. O crime ocorreu em junho deste ano, em um dia que deveria ser festivo, já que acontecia a Parada LGBTQIA+ em São Paulo, mas que para a vítima se transformou em um pesadelo.

Como tudo começou

Iasmin e Ameer se encontraram na Avenida Paulista, onde a jovem se aproximou dele, dizendo que vendia brigadeiros. Ameer, que tinha dificuldades com o português, precisou recorrer a um aplicativo de tradução para conseguir se comunicar com Iasmin. Após uma breve conversa, ele concordou em sair para um jantar com ela, sem imaginar que se tornaria uma vítima de um crime violento.

O encontro que virou um pesadelo

Após o jantar, Iasmin pediu para que Ameer a levasse até a estação Vila Sônia do Metrô. Durante o trajeto, ela pediu que ele solicitasse uma corrida de aplicativo para que pudesse ir pra casa. No entanto, foi nesse momento que o clima mudou radicalmente. Segundo o relato de Ameer, Iasmin “se transformou em bicho” e começou a gritar com ele, utilizando um taser para ameaçá-lo.

Ameaças e extorsão

Com o taser apontado para o pescoço, Iasmin exigiu dinheiro. Ameer, assustado e acreditando que poderia ser atacado por comparsas, acabou transferindo cerca de R$450 e ainda entregou R$1.500 em dinheiro vivo. Além disso, Iasmin levou dois cartões bancários e a carteira de habilitação da vítima. Após fazer a transferência, Ameer conseguiu desarmar Iasmin, jogou o taser dentro do carro e saiu rapidamente.

O vídeo que complicou a situação

Depois do incidente, Ameer, em estado de choque, acessou o Instagram e encontrou um vídeo de Iasmin onde ela mostrava total despreocupação com o crime que acabara de cometer. No vídeo, ela usava uma touca balaclava e mencionava ter ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Essa revelação deixou a polícia em alerta e levantou questões sobre as motivações da jovem.

Reação da Justiça

A prisão de Iasmin foi decretada em julho de 2025, e ela foi detida em agosto pela equipe do 5º Distrito Policial de Osasco. A touca utilizada no vídeo foi encontrada em sua casa. Durante seu depoimento, ela alegou que Ameer teria se oferecido para comprar todos os brigadeiros, um total de R$500, e que eles teriam ficado no carro por três horas, onde a vítima teria expressado sentimentos românticos por ela. A jovem contestou isso, argumentando que queria apenas o dinheiro.

A defesa de Iasmin

Iasmin negou todas as acusações e alegou ter sido vítima de assédio por parte de Ameer. Ela se defendeu dizendo que estava apenas se protegendo, uma vez que trabalhava nas ruas vendendo doces e tinha medo de ser roubada ou estuprada. No entanto, a Justiça não aceitou sua versão, considerando que suas ações eram premeditadas e perigosas.

Condenação e consequências

Em sua sentença, a juíza Lilian Lage Humes da 9ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda descreveu Iasmin como tendo uma “personalidade desvirtuada” e “periculosidade”. O método utilizado por ela foi considerado um golpe conhecido, onde a vítima é seduzida para depois ser extorquida. A condenação incluiu, além da pena de prisão, o pagamento de multa.

Reflexões finais

Esse caso levanta várias questões sobre a vulnerabilidade das pessoas que estão em busca de novos horizontes, muitas vezes se colocando em situações arriscadas. Além disso, reflete sobre a necessidade de se ter cuidado ao confiar em estranhos. A história de Iasmin e Ameer é um lembrete de que, por trás das aparências, podem haver intenções sombrias.

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