O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, falou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa, sim, se preparar para o pior diante do conflito que envolve Irã, Estados Unidos e Israel. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews e repercutiu bastante nos bastidores de Brasília, onde o clima já não anda muito tranquilo quando o assunto é política externa.
Amorim, que é um dos principais conselheiros internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sempre destacou as boas relações políticas e comerciais do Brasil com o governo iraniano. Isso não é novidade pra quem acompanha o tema. Mas agora o tom ficou mais duro. Ele criticou abertamente as ações militares atribuídas aos Estados Unidos e a Israel contra o território iraniano e foi além: classificou como “crime grave” qualquer possibilidade de assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.