A morte do produtor musical, pai de Anderson Leonardo, aos 74 anos, pegou muita gente de surpresa no Rio de Janeiro. A informação começou a circular no fim de semana e foi confirmada por pessoas próximas da família, que falaram em um clima de muita tristeza e comoção. Não era só um pai que se ia, mas alguém que teve papel direto na formação pessoal e artística de um dos nomes mais conhecidos do pagode brasileiro. Para quem acompanhou de perto a história do Molejo, a ligação entre pai e filho sempre foi muito clara, mesmo longe dos holofotes.
Desde cedo, Anderson Leonardo encontrou em casa um ambiente favorável à música. O pai, produtor experiente, estava sempre por perto, incentivando, orientando e, quando precisava, puxando a orelha também. Amigos contam que ele acreditava no talento do filho antes mesmo de o grupo ganhar espaço nas rádios. Não era aquele apoio distante, apenas emocional. Ele colocava a mão na massa, opinava em arranjos, ajudava a organizar ideias e mostrava caminhos dentro de um mercado que ele conhecia como poucos.